Pela primeira vez, Kalil se manifesta temeroso com desdobramento do projeto

 

Alvo de uma intensa discussão entre a Câmara de Vereadores, a população e empresários, o modal do BRT na Avenida Couto Magalhães, principal via do comércio da cidade, segue incomodando o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB).

Durante uma entrevista nesta segunda-feira (28), Kalil admitiu preocupação com uma futura instalação do veículo na via, pois faria com que Várzea Grande pagasse um preço caro, assim como em 2014 com a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida da Feb, culminando em acidentes de trânsito e fechamento de comércio.

“Estamos conversando, proprietários de comércio estão com medo da obra. Estamos ouvindo através de audiência pública e procuraremos a Secretaria de Infraestrutura para que encontramos um novo caminho. O que não pode acontecer é fazer que Várzea Grande pague um preço alto, que já pagou. Eles tem razão, quem pagou o preço alto do VLT foi Várzea Grande com o desemprego e mortes. Vamos discutir com calma”, contou Kalil.

Questionado sobre o cronograma de obras, que seguindo fielmente deve indicar as obras na avenida ainda em setembro, Baracat pontuou que deverá ter uma futura reunião com os empresários e o Estado para alinhar os pontos, não descartando um “adiamento” desse cronograma.

“Eu vou ter uma reunião com a classe empresarial e o Governo, qual debateremos isso para achar o melhor caminho. Eu quero o bem da minha cidade, o BRT entrando no centro, fortalecerá o comércio. Se você tirar o BRT do centro, diminui o poder de compra, por isso o estudo”, finalizou Kalil.

O prefeito ainda disse que futuramente o consórcio expandirá pelas vias do Cristo Rei e até mesmo na Mário Andreazza.

Na semana passada a Câmara de Vereadores havia realizado uma audiência pública que foi marcada por uma forte oposição ao projeto estadual. Os parlamentares defenderam que as obras do BRT iriam “sangrar” o comércio local.

 

FOTO: PREFEITURA DE VG



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