Conselho de Ética instaurou processo contra Abílio por suposta transfobia
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou, nesta quarta-feira (30), processos para apurar as condutas de sete deputados denunciados ao órgão. Entre eles, está o mato-grossense Abilio Brunini (PL/MT), considerado um dos mais intransigentes devotos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os outros são: Ricardo Salles (PL-SP), Sâmia Bomfim (PSol-SP), Luciano Zucco (Republicanos-RS), Dionilso Marcon (PT-RS), Glauber Braga (PSol-RJ) e André Fernandes (PL-CE).
Um dos processos apura uma denúncia contra o deputado Abilio Brunini, por suposta fala transfóbica. A representação foi apresentada pelo PSol.
O partido argumenta que Brunini quebrou o decoro parlamentar ao fazer uma declaração dirigida à deputada Erika Hilton (PSol-SP), durante a sessão da CPI dos Atos Golpistas, em 11 de julho.
Na ocasião, diante de diversas interrupções de Abilio Brunini, Erika Hilton disse que o parlamentar busca "atrapalhar" os trabalhos da CPI dos Atos Golpistas e "causar tumulto".
"Eu aconselharia que o deputado procurasse tratar sua carência em outro espaço, este espaço é sério, este espaço é o espaço de trabalho", disse Erika Hilton a Brunini.
Em seguida, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) tomou a palavra, se dirigiu ao presidente da CPI, Arthur Maia (União-BA), e afirmou: "O senhor Abilio foi homofóbico, fez uma fala homofóbica quando a companheira estava se manifestando, ele acusou e disse que ela estava oferecendo os serviços. Isso é homofobia."
Ao g1, o deputado Abilio Brunini negou ter feito comentário transfóbico sobre Erika Hilton.
Na avaliação do parlamentar, a abertura do processo o dará a oportunidade de esclarecer que não aconteceu "nada" na sessão da CPI.
"Infelizmente, o que mais nos preocupa não é a situação na Comissão de Ética, é o cancelamento digital, que acontece antes mesmo de os fatos serem apurados. Tenho o parecer da Polícia Legislativa de que nada aconteceu", afirmou o deputado.
"Não tem nenhuma comprovação de que isso aconteceu. [...] Não tem nenhuma fala minha. Fui acusado sem ter dito uma palavra", acrescentou.
FOTO: CÂMARA DOS DEPUTADOS