XXI FONAJUV
Dois carros colidem no trânsito. Neste instante, um pensamento cruza a mente dos motoristas: “que besteira eu fiz?”. Em seguida, vem o próximo pensamento: “mas, se ele [o outro motorista] não estivesse correndo, a colisão teria sido evitada!”. E ambos acreditam que não foram os culpados. E, se não são culpados, não merecem ser punidos. A cena, comum no cotidiano, é resultado da junção de dois conceitos: “responsabilidade” e “culpa”. É com este exemplo que o juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Marcelo Salmaso, membro do grupo gestor da Justiça Restaurativa no Judiciário paulista, traçou um paralelo entre o aumento das transgressões em nosso país e o paradigma punitivo que está incrustado na população. O magistrado foi conferencista no XXI Fórum Nacional da Justiça Juvenil (FONAJUV) – realizado no final da semana que passou, no Hotel Deville Prime, em Cuiabá.




