Wellington Fagundes diverge de Mauro Mendes e defende pagamento retroativo do RGA e convocação de concursados da PM.

O senador Wellington Fagundes (PL) defendeu, nesta segunda-feira (13), o pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos de Mato Grosso e a convocação dos aprovados no concurso da Polícia Militar.

Segundo o parlamentar, a valorização do funcionalismo público deve acompanhar o aumento da arrecadação do Estado, e o pagamento da RGA precisa ser tratado como uma dívida do governo com os servidores.

> “O servidor público precisa de uma melhor relação com o Estado. O pagamento da RGA tem que ser um compromisso, porque houve aumento de arrecadação. É preciso investir, sim, mas também investir nas pessoas. Não se pode ter um Estado que concentra renda enquanto a arrecadação sobe”, afirmou o senador em entrevista à Rádio Cultura.

Wellington defende que o pagamento retroativo da RGA seja feito de forma escalonada:

> “O acumulado tem que ser pago porque é uma dívida. Agora, como pagar isso, precisa ser escalonado. É claro que não se pode quitar uma dívida grande de um dia para o outro, mas ela precisa ser paga. Esse é o ponto”, completou.

Divergência com Mendes e cenário político

Wellington também comentou sua relação com o governador Mauro Mendes (União Brasil), com quem tem divergido em alguns pontos. Ele relembrou que, nas eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a defender sua candidatura ao governo do Estado, por considerar ruim a relação com Mendes.

Contudo, Fagundes conta que o convenceu a apoiar a reeleição do atual governador, com o compromisso de que Mendes faria um segundo mandato melhor que o primeiro.

> “Quero ser um governador melhor que o Mauro. E por que digo isso? Porque quando formamos a coligação, eu disse ao Mauro que ele precisaria ser melhor do que foi no primeiro mandato.”

 


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Resistência interna no PL

Apesar da articulação nacional, Wellington enfrenta resistência dentro do próprio partido em Mato Grosso. Os prefeitos das três maiores cidades do Estado — Flávia Moretti (Várzea Grande), Abilio Brunini (Cuiabá) e Cláudio Moraes (Rondonópolis) — criticam abertamente sua possível candidatura ao governo em 2026.

O grupo teme, entre outros fatores, a possibilidade de uma coligação entre o PL e o MDB no estado, cenário que poderia enfraquecer candidaturas locais mais alinhadas com o bolsonarismo puro. 



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