Após derrota em Cuiabá, Eduardo Botelho mantém relevância e mira retomada de espaço político em 2026
A derrota de Eduardo Botelho (União Brasil) na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2024 e sua consequente saída da presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) provocaram abalos imediatos em sua imagem política. No entanto, o deputado não parece ter sofrido um desgaste irreversível. Pelo contrário: mantém-se ativo, preserva influência e já articula claramente seus próximos passos para 2026.
Impacto na Imagem e no Prestígio
Revés nas urnas
A eleição municipal de 2024 foi um ponto de inflexão na trajetória de Botelho. O parlamentar terminou o pleito em terceiro lugar no primeiro turno, um resultado considerado aquém das expectativas e que repercutiu negativamente nos bastidores da política mato-grossense. Comentários de aliados e interlocutores apontaram um Botelho “cabisbaixo” e até arrependido de ter entrado na disputa. Um deputado federal chegou a afirmar que o colega “perdeu o rumo” após a derrota.
Perda de poder institucional
Ao optar por disputar a prefeitura, Botelho abriu mão da possibilidade de reeleição ao cargo de presidente da ALMT, posição que ocupou por cerca de oito anos e na qual acumulou forte influência política. Sua saída da Mesa Diretora representou, no curto prazo, perda de espaço na estrutura de poder da Assembleia.
Atritos internos no União Brasil
Dentro do próprio partido, a condução da campanha também gerou ruídos. Setores do União Brasil foram acusados de falta de empenho durante o processo eleitoral, cenário que Botelho e aliados veem como um dos fatores determinantes para o resultado negativo. A leitura predominante é que houve mais falha de mobilização interna do que fragilidade pessoal do próprio deputado — o que ameniza, em parte, o impacto sobre sua imagem.
Foco no Futuro e Estratégia para 2026
Apesar dos tropeços recentes, Eduardo Botelho demonstra resiliência. Longe de dar sinais de afastamento do cenário político, ele já articula publicamente seus projetos para o próximo ciclo eleitoral.
Candidatura à reeleição garantida
Botelho confirmou que irá disputar novamente o cargo de deputado estadual em 2026. A reeleição é vista como caminho natural para reconstruir sua força institucional e ampliar sua base de apoio.
Retorno à Mesa Diretora em vista
O parlamentar também afirmou que pretende voltar a compor a Mesa Diretora da ALMT após assegurar um novo mandato. O desejo reforça que Botelho não se considera afastado das estruturas de comando do Legislativo mato-grossense — e quer retomar o protagonismo que exerceu por quase uma década.
Atuação política constante
Mesmo sem ocupar a presidência da Assembleia, Botelho segue participando de debates estratégicos do União Brasil e se mantém em evidência ao analisar o cenário eleitoral de 2026. Ele também comentou recentemente o papel do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas próximas eleições e descartou a possibilidade de debandada de aliados, indicando segurança e continuidade em seu grupo político.
Conclusão
Embora tenha enfrentado desgaste imediato após a derrota em Cuiabá e a saída da presidência da ALMT, Eduardo Botelho não perdeu relevância no tabuleiro político de Mato Grosso. Sua postura, marcada pela retomada de articulações, indica que ele pretende reconstruir sua influência e garantir presença ativa nas eleições e nas negociações de poder em 2026.






