Alívio nas Calçadas: Liminar mantém Locar operando com volume recorde, apesar da resistência da Prefeitura de Várzea Grande
O final de ano em Várzea Grande está sendo marcado por uma intensa disputa jurídica e política que tem como pano de fundo as calçadas da cidade. De um lado, a prefeita Flávia Moretti busca encerrar o vínculo com a atual prestadora de serviço; do outro, a empresa Locar Saneamento Ambiental obteve uma liminar que a mantém na operação, travando a transição planejada pela nova gestão.
O Conflito
Na manhã desta terça-feira (30), a prefeita utilizou suas redes sociais para se posicionar sobre o imbróglio. Moretti expressou frustração com a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que suspendeu o contrato emergencial com uma nova empresa previsto para iniciar em 1º de janeiro.
A prefeitura argumenta que a substituição é necessária devido às constantes paralisações e ao acúmulo de lixo que gerou um "estado de emergência sanitária" na cidade. Por outro lado, a Locar alega que os problemas no serviço foram reflexo de atrasos nos repasses financeiros por parte do município, que chegariam a R$ 12,4 milhões.
Operação de Emergência
Mesmo sob o clima de incerteza jurídica, a Locar intensificou os trabalhos nas últimas 24 horas. Em uma tentativa de mostrar eficiência e cumprir a determinação judicial de normalizar o serviço, a empresa recolheu 426 toneladas de resíduos em um único dia. O volume é quase o dobro da média diária da cidade, evidenciando o tamanho do passivo que estava acumulado.
O que acontece agora?
O cenário atual é de um "serviço sob liminar":
A Prefeitura: Deve ingressar com recursos nas instâncias superiores para tentar derrubar a decisão e validar o novo contrato emergencial antes da virada do ano.
A População: Segue relatando pontos de acúmulo em bairros periféricos, embora a força-tarefa da Locar tenha aliviado as principais avenidas.
Incerteza no Réveillon:
Sem uma definição final, o risco é que a coleta sofra nova instabilidade durante o feriado de Ano Novo, período em que a produção de resíduos domésticos aumenta consideravelmente.
A prefeitura mantém o alerta de que a manutenção forçada do contrato atual pode levar a uma "inundação de lixo" caso o braço de ferro continue prejudicando a logística operacional. Até o momento, o impasse segue na Justiça, e a ordem é que a coleta não pare, independentemente de quem detém o contrato definitivo.








