Especial VG: Não falta dinheiro, falta gestão, diz Jayme Campos, em meio a R$ 285 milhões em repasses federais para Várzea Grande
O senador do União Brasil intensificou as críticas à administração municipal, apontando projetos paralisados apesar do orçamento de R$ 1,8 bilhão do município para 2025.
VÁRZEA GRANDE – O ano de 2025 terminou com Várzea Grande recebendo um montante expressivo de R$ 285,41 milhões em transferências federais, garantindo a segunda posição no ranking estadual de repasses, atrás apenas de Cuiabá. No entanto, o volume de recursos nos cofres da Cidade Industrial não impediu que a gestão municipal fosse alvo de duras críticas por parte do senador Jayme Campos (União Brasil).
Em diversas declarações ao longo do segundo semestre de 2025, o senador e ex-prefeito do município reforçou uma frase que se tornou o centro do debate político local: "Não falta gestão, não dinheiro".
O Ponto Central da Controvérsia
A crítica de Campos tem como pano de fundo o orçamento total do município para 2025, estimado em R$ 1,8 bilhão. Para o senador, apesar desse valor expressivo, a prefeitura demonstra falta de organização e planejamento, resultando em obras paralisadas e ineficiência na aplicação da verba pública.
"Projetos grandes estão parados por falta de organização da Prefeitura", declarou Campos em setembro de 2025, mencionando que a prefeita Flávia Moretti (PL) teria levado "rabiscos em vez de projeto" em reuniões para discutir a liberação de recursos.
Entre os problemas apontados, o senador alertou para o risco de Várzea Grande perder recursos já destinados à construção de equipamentos sociais fundamentais, como um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e um Centro de Referência Especializado (CREAS), devido à ausência de projetos técnicos. A questão da falta de água no município também foi atribuída à má gestão, e não à carência de recursos.
A Resposta da Gestão Municipal
Enquanto a oposição cobra eficiência, a gestão municipal argumenta que os recursos estão sendo aplicados em obras e serviços, citando o sucesso do programa de Regularização Fiscal (Refis 2025), que negociou mais de R$ 46,4 milhões para o caixa do município.
A prefeitura também buscou mais R$ 45 milhões da União para evitar um colapso na saúde pública no início de 2026, indicando um déficit de caixa que contrasta com o alto volume de repasses totais do ano.
A liberação de novos recursos federais, como os R$ 27,8 milhões para um viaduto na Avenida Mário Andreazza, permanece condicionada ao cumprimento de exigências técnicas e documentação por parte do município, mantendo o alerta de Jayme Campos sobre a necessidade de qualificação da gestão pública.
Para o detalhamento de como cada centavo está sendo gasto, a população pode acompanhar as movimentações no Portal da Transparência do Governo Federal.





