TRUMP ISOLA IRÃ COM TARIFA DE 25% E COLOCA COMÉRCIO GLOBAL EM ALERTA; BRASIL PODE SER ATINGIDO
Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (13) uma medida que sacudiu o comércio internacional. O governo americano vai aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos de qualquer país que continue negociando com o Irã.
Segundo a Casa Branca, a decisão tem como objetivo asfixiar financeiramente o regime iraniano, que enfrenta uma onda de protestos internos reprimidos com violência. Estimativas de organizações internacionais apontam que mais de 2 mil pessoas já morreram desde o início das manifestações.
Um recado direto ao mundo
Na prática, o anúncio de Trump coloca países e empresas diante de uma escolha difícil:
ou mantêm negócios com o Irã, ou preservam o acesso ao mercado dos Estados Unidos, o maior do mundo.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a decisão é definitiva:
“Não vamos financiar regimes que matam o próprio povo. A ajuda está a caminho.”
A Casa Branca classificou a medida como uma “sanção total”, sem exceções ou negociações.
Brasil pode entrar na lista de prejudicados
A decisão acendeu um sinal de alerta no Brasil, especialmente no setor do agronegócio. O Irã é um dos tradicionais compradores de milho e soja brasileiros, produtos que movimentam bilhões de dólares por ano.
Caso o Brasil mantenha relações comerciais com Teerã, exportações brasileiras aos Estados Unidos poderão sofrer a tarifa de 25%, o que impactaria diretamente produtores rurais, tradings e a balança comercial.
Nos bastidores, o governo brasileiro avalia o risco diplomático e econômico da situação, já que os EUA são um dos principais parceiros comerciais do país.
Tensão cresce e ameaça militar entra em cena
Além do bloqueio econômico, o clima é de forte tensão militar. O Pentágono confirmou que apresentou a Trump opções de ataque contra alvos estratégicos no Irã.
Em resposta, o governo iraniano declarou estado de alerta máximo e afirmou estar “pronto para a guerra” caso os Estados Unidos avancem com uma intervenção direta.
Dentro do país, a situação é crítica:
Mais de 2 mil mortos em apenas duas semanas de protestos
Internet bloqueada há cinco dias
Inflação e falta de alimentos, que devem piorar com as novas sanções
Mercados reagem e petróleo sobe
O impacto foi imediato nos mercados internacionais. O preço do petróleo subiu, impulsionado pelo temor de que o Irã possa retaliar fechando o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.
União Europeia e China criticaram a decisão americana, mas Trump deixou claro que não pretende recuar.
O mundo acompanha com preocupação os próximos passos, enquanto países como o Brasil tentam evitar se tornarem vítimas colaterais de uma crise que mistura política, economia e risco de guerra.






