Prefeitura anuncia investimento de R$ 220 milhões para recuperar a malha viária de Cuiabá

Plano será executado em duas etapas e prioriza pavimentação definitiva e recapeamento estrutural

A Prefeitura de Cuiabá anunciou, em janeiro de 2026, um robusto plano de investimentos de R$ 220 milhões voltado à recuperação da infraestrutura viária da capital. A iniciativa foi apresentada pelo prefeito Abilio Brunini e será executada em duas etapas, contemplando ações estruturantes de pavimentação e recapeamento asfáltico em diferentes regiões da cidade.

De acordo com o planejamento divulgado, R$ 100 milhões serão aplicados ainda em 2026, enquanto R$ 120 milhões estão previstos para 2027, garantindo a continuidade das obras e evitando intervenções pontuais e descontínuas. O objetivo central é atacar problemas históricos da malha viária, especialmente em bairros que há anos não recebem manutenção profunda.

A viabilização financeira do investimento só foi possível, segundo a gestão municipal, graças ao reequilíbrio fiscal promovido em 2025, primeiro ano da atual administração. Com o ajuste das contas públicas, o município conseguiu recuperar a capacidade de realizar investimentos com recursos próprios, sem depender exclusivamente de convênios ou repasses externos.

No ano passado, a prefeitura intensificou as ações de zeladoria urbana, realizando operações de tapa-buracos em mais de 80 mil pontos de Cuiabá. Apesar do volume expressivo de intervenções, a administração reconhece que o modelo paliativo não resolve de forma definitiva os problemas da pavimentação, especialmente em vias de grande fluxo.

Com o novo plano, a estratégia passa a ser a execução de pavimentação definitiva e recapeamento estruturante, reduzindo a reincidência de buracos e a necessidade de manutenções constantes. As obras devem priorizar bairros com maior déficit de pavimentação e corredores viários estratégicos, fundamentais para a mobilidade urbana e o escoamento do tráfego diário.

A expectativa da prefeitura é que o investimento traga impactos diretos na qualidade de vida da população, na segurança viária e na durabilidade do asfalto, além de gerar economia a médio e longo prazo com a redução de gastos em reparos emergenciais.