Banco Central decreta liquidação do Will Bank; FGC deve desembolsar R$ 6,3 bilhões
O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (21/01/2026), a liquidação extrajudicial da Will Financeira (Will Bank). A decisão ocorre em meio a um efeito dominó no sistema financeiro, iniciado após a quebra do Banco Master, e representa o colapso definitivo do conglomerado ao qual o Will Bank estava ligado.
📉 Os números da crise
A falência do Will Bank gera um impacto expressivo sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger depositantes e investidores. Veja os principais números envolvidos:
R$ 6,3 bilhões: valor estimado que o FGC deverá desembolsar para cobrir depósitos e investimentos de clientes elegíveis do Will Bank.
R$ 47 bilhões: montante total que o FGC deve pagar somando os rombos do Will Bank e do Banco Master, configurando o maior resgate bancário da história do Brasil.
6,93% do BRB: parte das garantias do banco, composta por ações do Banco de Brasília, já foi executada pela Mastercard em razão de dívidas não quitadas pela financeira.
💰 O que acontece com os clientes?
Investidores
Clientes que possuem recursos aplicados em CDBs ou RDBs do Will Bank têm direito à garantia de até R$ 250 mil pelo FGC. No entanto, é importante destacar que esse limite é compartilhado com o Banco Master. Ou seja, quem já recebeu o teto de cobertura devido à quebra do Master não terá direito a um novo ressarcimento.
Correntistas
Saldos em conta corrente e investimentos deverão ser solicitados diretamente pelo aplicativo oficial do FGC, que divulgará os procedimentos e prazos para reembolso.
Devedores
Clientes com faturas de cartão de crédito, financiamentos ou empréstimos não estão isentos das obrigações. As dívidas continuam válidas e os pagamentos deverão ser realizados conforme as orientações que serão publicadas pelo liquidante oficial, evitando cobrança de juros adicionais e eventual negativação do nome.
A liquidação do Will Bank aprofunda a crise de confiança no setor financeiro e mantém o FGC sob forte pressão, enquanto autoridades monitoram possíveis novos impactos no sistema bancário.




