POLÍTICA EM EBULIÇÃO: Jayme Campos sobe o tom e chama gestão de Flávia Moretti de desastrosa
VÁRZEA GRANDE – O clima político em Várzea Grande esquentou de vez nesta semana. O senador Jayme Campos (União Brasil) fez duras críticas à prefeita Flávia Moretti (PL), elevando o tom ao classificar a atual administração como ineficiente, desarticulada e sem resultados concretos para a população.
Em declarações contundentes, Jayme ironizou o momento vivido pela prefeita, afirmando que ela se elegeu atacando gestões anteriores e agora estaria “bebendo do próprio veneno”. Para o senador, a administração municipal é “pífia” e representa uma verdadeira “catástrofe” para o município.
“Bola de ferro” para 2026
O embate ganhou contornos eleitorais ao avançar para o cenário de 2026. Questionado sobre o peso político de um eventual apoio de Flávia Moretti, Jayme foi direto e nada diplomático:
“O apoio dela, em vez de ajudar, estorva. Ela é uma bola de ferro nos pés de qualquer um.”
A fala responde à postura da prefeita, que tem resistido publicamente a dividir palanque com a família Campos. Em declaração anterior, Moretti chegou a afirmar que uma aliança entre seu correligionário, o senador Wellington Fagundes (PL), e o grupo político de Jayme seria um “tiro no pé”.
Emendas com شرط: “baixar a bola”
Apesar das críticas, Jayme reafirmou que segue disposto a destinar emendas federais para Várzea Grande — compromisso assumido em reuniões institucionais no ano passado. No entanto, deixou claro que o diálogo tem limites.
Segundo o senador, para que a cidade continue recebendo apoio, a prefeita precisa mudar de postura:
“Ela tem que baixar a bola, ter humildade e parar de falar mal das gestões passadas”, disparou, em referência aos ataques recorrentes de Moretti ao seu grupo político.
Contexto político
A rivalidade entre o clã Campos e a atual gestão municipal se intensificou após a derrota de Kalil Baracat nas últimas eleições. Enquanto Flávia Moretti busca consolidar uma imagem de ruptura com as oligarquias tradicionais, Jayme Campos usa sua influência no Senado para marcar posição, pressionar a prefeitura e cobrar resultados imediatos.
O confronto expõe não apenas um embate pessoal, mas a disputa por protagonismo político em um dos municípios mais estratégicos da Baixada Cuiabana — com reminder claro de que 2026 já começou nos bastidores.






