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BRASÍLIA – Em uma sessão tumultuada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A medida ocorre no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes em descontos associativos não autorizados em folhas de pagamento de aposentados.
Decisão Judicial Antecipada
Pouco antes da votação no Congresso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha a pedido da Polícia Federal. A PF solicitou a medida após o filho do presidente ser citado em mensagens interceptadas que sugerem o recebimento de repasses de aproximadamente R$ 300 mil de um dos principais investigados no esquema.
Tumulto e Embate Político
A aprovação do requerimento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), gerou cenas de empurra-empurra e discussões acaloradas entre parlamentares da oposição e da base governista.
Oposição: Celebrou a medida como um passo fundamental para esclarecer o suposto papel de "sócio oculto" de Lulinha em entidades que drenaram recursos de pensionistas.
Governo: Classificou a votação como uma "manobra política" e tentou obstruir a sessão. Governistas argumentam que não há provas concretas que justifiquem a medida e pretendem recorrer ao presidente do Congresso para anular a decisão.
A Operação Sem Desconto
A investigação apura desvios que podem chegar a R$ 6 bilhões. O esquema consistia em filiar aposentados a associações sem o consentimento deles, gerando cobranças automáticas nos benefícios. Embora Lulinha não fosse formalmente investigado até o início de 2026, seu nome surgiu em agendas e comunicações ligadas ao empresário Antonio Camilo Antunes, apontado como um dos operadores do esquema.
O presidente Lula declarou anteriormente que, se houver irregularidades, qualquer envolvido deverá responder perante a lei, afirmando que "a lei é para todos".




