Morre Oscar Schmidt, o "Mão Santa", aos 68 anos
O basquete mundial amanheceu de luto com a morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte. Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador faleceu na tarde de sexta-feira, 17 de abril de 2026, em São Paulo, aos 68 anos.
Segundo informações da prefeitura de Santana de Parnaíba, Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital municipal, mas já deu entrada sem sinais vitais.
Nos últimos anos, sua saúde inspirava cuidados. Desde 2011, o ídolo travava uma longa batalha contra um tumor cerebral. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção do tratamento após considerar-se curado, mas recentemente apresentava sinais de fragilidade.
Atendendo a um desejo do próprio ex-atleta e de sua família, a despedida foi marcada pela discrição. O corpo foi cremado ainda na noite de sexta-feira, em uma cerimônia íntima, restrita a parentes próximos. Oscar vestia a camisa da Seleção Brasileira — símbolo máximo de uma trajetória que ajudou a eternizar.
O legado deixado pelo camisa 14 é monumental. Com impressionantes 49.737 pontos ao longo da carreira, ele é reconhecido como um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial. Seu nome também está marcado em feitos históricos, como a participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos e o recorde de maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Entre seus momentos mais emblemáticos está a liderança na conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos em pleno território adversário — uma das maiores vitórias da história do basquete brasileiro.
A morte de Oscar Schmidt repercutiu internacionalmente. Veículos de imprensa e personalidades do esporte, especialmente na Europa, onde também construiu uma carreira vitoriosa, prestaram homenagens ao eterno “Mão Santa”. Seu nome segue como sinônimo de talento, dedicação e amor ao jogo.








