Beto Dois a Um fecha biênio com R$ 51,2 milhões em emendas e desempenho acima da média
Cuiabá – Os números são diretos e deixam pouco espaço para dúvidas: o deputado estadual Beto Dois a Um encerra o biênio 2024–2025 com uma execução orçamentária que foge ao padrão histórico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao todo, foram R$ 51.240.211,50 em emendas efetivamente pagas — um resultado que combina articulação política com eficiência técnica na tramitação junto ao Governo do Estado.
Ritmo constante e equilíbrio fiscal
A evolução dos repasses ao longo dos dois anos revela um padrão raro de estabilidade. Enquanto muitos gabinetes enfrentam atrasos ou contingenciamentos, o parlamentar manteve um fluxo praticamente equilibrado entre os exercícios:
2024: R$ 25.670.110,55 pagos
2025: R$ 25.570.100,95 pagos
Na prática, isso representa uma média mensal de aproximadamente R$ 2,13 milhões destinados a municípios e entidades, impulsionando desde serviços essenciais até iniciativas locais.
Prioridades: saúde e cultura no centro
A distribuição dos recursos segue a lógica das exigências legais e das escolhas políticas do mandato. Na saúde, área que exige aplicação mínima obrigatória, metade do orçamento foi direcionada em 2025 — cerca de R$ 12,8 milhões. Entre os exemplos estão repasses para custeio em municípios como Figueirópolis D’Oeste e investimentos estruturais, como apoio à construção do Hospital Municipal de Querência.
Já no campo discricionário, a cultura e o lazer aparecem como marca do mandato. Em 2024, cerca de 60% dos recursos livres (R$ 7,7 milhões) foram destinados ao setor, consolidando essa área como eixo prioritário de atuação.
Destaque no ranking estadual
O desempenho também se reflete no comparativo entre os parlamentares. Dados consolidados de janeiro de 2026 colocam Beto Dois a Um na segunda posição em volume de emendas pagas em 2025, com R$ 21,8 milhões liquidados no período, atrás apenas do deputado Max Russi.
A agilidade na execução é atribuída à estrutura do gabinete e à capacidade de articulação direta com o Executivo estadual, o que reduz entraves burocráticos nas fases de empenho e liquidação.
Transparência sob debate
Apesar dos resultados expressivos, o volume de recursos também amplia o nível de fiscalização. Um dos pontos de debate em 2025 foi o empenho de R$ 400 mil para a Associação Mato-Grossense de Cultura (AMC), levantando questionamentos sobre a concentração de recursos em determinadas entidades.
O episódio ocorre em meio à discussão, na Assembleia, de novas regras para ampliar a rastreabilidade e a transparência na destinação de emendas parlamentares.








