Maioria articulada por Paula Calil acende debate sobre mudança de regras na Câmara de Cuiabá
Com 14 vereadores em seu grupo político, presidente da Casa avança na disputa pelo comando do Legislativo e intensifica articulações para alterar o Regimento Interno
A consolidação de uma maioria política em torno da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, está redesenhando os bastidores do Legislativo municipal. Com a adesão dos vereadores Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli, o grupo alinhado à atual presidente passou a contar com 14 parlamentares, fortalecendo um projeto político que tem como principal objetivo viabilizar sua permanência no comando da Casa.
A articulação ocorreu durante uma reunião reservada realizada na residência da presidente, na noite de segunda-feira (22), e evidencia uma mudança significativa na correlação de forças dentro do Parlamento cuiabano. Mais do que garantir maioria para futuras votações, o grupo trabalha para construir as condições necessárias para uma alteração no Regimento Interno, medida considerada essencial para permitir uma eventual reeleição de Paula Calil.
Nos corredores da Câmara, a movimentação já é vista como uma antecipação da disputa pela próxima Mesa Diretora. Embora o bloco tenha alcançado uma maioria confortável de 14 vereadores, a alteração das normas internas exige 18 votos, número que mantém abertas as negociações e amplia a pressão sobre parlamentares ainda independentes.
A entrada de Dilemário Alencar no grupo é considerada um dos fatos políticos mais relevantes do processo. Ex-líder do prefeito Abilio Brunini, o vereador passa a integrar uma composição que hoje reúne força suficiente para influenciar decisões estratégicas do Legislativo e disputar diretamente o controle da agenda política da Casa.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a construção dessa maioria não se resume à defesa da atual gestão. O movimento também representa uma demonstração de poder político, capacidade de articulação e preparação antecipada para a disputa institucional que se aproxima.
Enquanto aliados defendem a continuidade administrativa e a estabilidade da Câmara, críticos apontam que qualquer tentativa de alterar regras durante o curso do mandato inevitavelmente abrirá espaço para questionamentos políticos e debates sobre os limites da autocondução ao poder.
Com o grupo consolidado e novas conversas em andamento, a principal incógnita passa a ser se Paula Calil conseguirá ampliar sua base até alcançar os votos necessários para mudar o Regimento Interno ou se surgirá uma candidatura alternativa capaz de unificar diferentes correntes políticas da Casa.
O que já é consenso entre observadores da política municipal é que a corrida pela Mesa Diretora começou antes do previsto e promete ser uma das disputas mais intensas dos próximos meses em Cuiabá.






