Documentos apontam que Amauri Monge passou a integrar propriedade rural milionária em Chapada dos Guimarães
Reportagem do VG Notícias afirma que ex-secretário de Educação de Cuiabá aparece como coproprietário de fazenda avaliada em mais de R$ 12 milhões, alvo de disputa judicial; Amauri contesta as conclusões e nega irregularidades.
Segundo reportagem publicada pelo VG Notícias, assinada pelos jornalistas Edina Araújo e João Victor, documentos judiciais e registros públicos indicam que o ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, passou a figurar como coproprietário da Fazenda Quilombinho 2, localizada em Chapada dos Guimarães e avaliada em mais de R$ 12 milhões.
Conforme a apuração do VG Notícias, a propriedade foi inicialmente adquirida em 2022 por Bruno Frezzarin Andrade Monge Fernandes, filho de Amauri, sendo posteriormente transferida para o nome do ex-secretário em documento emitido em junho de 2026. A reportagem informa ainda que a área é objeto de uma ação judicial movida por compradores que alegam inviabilidade econômica da fazenda devido à sobreposição com área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e região em processo de desapropriação pelo ICMBio.
A publicação destaca que, apesar da discussão judicial envolvendo a propriedade, um contrato particular firmado em dezembro de 2025 apontaria a intenção de exploração agropecuária da área. O VG Notícias também informa que Amauri constituiu sociedade para administrar o imóvel com Ronald Kemmp Santin Borges, ex-servidor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que trabalhou com ele anteriormente.
Na mesma reportagem, o portal contextualiza que Amauri Monge enfrenta outros questionamentos relacionados à sua passagem pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, entre eles investigações envolvendo compras de material didático e denúncias sobre a gestão de recursos da pasta. Também é mencionado que ele deverá prestar depoimento em agosto deste ano em uma ação de improbidade administrativa que tramita no Paraná.
Ainda segundo o VG Notícias, Amauri Monge respondeu aos questionamentos da reportagem e negou qualquer irregularidade. O ex-secretário afirmou que apenas auxiliou o filho na negociação da fazenda e que atualmente utiliza a propriedade na condição de comodatário, sustentando que todos os seus atos ocorreram dentro da legalidade. Em relação às investigações sobre sua gestão na Educação, também negou a existência de irregularidades nos contratos firmados durante sua administração.
Crédito: Texto baseado na reportagem exclusiva publicada pelo VG Notícias, de autoria de Edina Araújo e João Victor, com adaptação e contextualização jornalística.






