Abílio desafia direção nacional do PL e rejeita aliança com MDB:
Prefeito de Cuiabá critica acordo para o Senado em Mato Grosso, afirma que não caminhará ao lado de MDB e PT e expõe divisão interna no partido às vésperas das eleições de 2026.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), elevou o tom contra a direção nacional do Partido Liberal ao publicar, nesta segunda-feira (3), uma mensagem nas redes sociais em que rejeita qualquer aliança com o MDB e o PT nas eleições de 2026.
Na publicação, que permanece disponível, Abílio faz um ultimato ao partido ao afirmar: "Me libera, tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou."
A manifestação ocorre após a consolidação do entendimento nacional que prevê o apoio do PL à candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado em Mato Grosso. O acordo inclui a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no palanque da emedebista durante a campanha.
Abílio criticou a estratégia de unir, em uma mesma composição, lideranças que disputaram diretamente contra candidatos do PL nas últimas eleições municipais. O prefeito citou os embates eleitorais registrados em Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste e Várzea Grande como exemplos da incompatibilidade política entre os grupos.
O chefe do Executivo municipal também mencionou que sua vice-prefeita, Vânia Rosa, é filiada ao MDB, mas reforçou que sua posição é contrária à construção de uma aliança eleitoral entre as duas siglas.
Ao longo da publicação, Abílio afirmou que não permanecerá no partido apenas por obrigação estatutária e condicionou sua permanência à inexistência de uma composição política envolvendo MDB e PT.
Até o momento, a direção nacional do PL e a deputada Janaina Riva não se manifestaram publicamente sobre as declarações do prefeito.
O episódio evidencia o racha interno no PL de Mato Grosso em meio às articulações para as eleições de 2026. Enquanto a direção nacional aposta na ampliação das alianças para fortalecer a chapa majoritária, uma ala do partido, ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, defende a manutenção de um palanque sem a participação do MDB e do PT.






