Toma lá, dá cá: debate da Band vira palco de números contestados e ataques entre candidatos

Haddad e Tarcísio protagonizaram momentos de tensão; checagem apontou informações falsas, exageradas e declarações que precisavam de contexto

O debate da Band entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve momentos que rapidamente chamaram atenção fora do estúdio.

Na tentativa de mostrar resultados e fragilizar o adversário, os dois candidatos recorreram a números, comparações e acusações. O problema é que parte das informações apresentadas durante o confronto não resistiu integralmente à checagem.

Entre os episódios mais curiosos esteve a afirmação de Haddad sobre a posição de São Paulo na educação. A declaração de que o Estado teria saído da terceira posição e chegado à décima foi considerada verdadeira pela Agência Lupa, embora o governo Tarcísio tenha contestado a interpretação utilizada pelo adversário.

Tarcísio, por sua vez, afirmou que o Estado registrou o menor indicador histórico de latrocínios — informação considerada verdadeira pela checagem —, mas também fez outras afirmações classificadas como exageradas ou sem contexto suficiente.

Outro momento de confronto ocorreu quando Haddad atacou a relação de Tarcísio com empresários e questionou contratos e financiamentos relacionados à administração estadual.

O resultado foi um debate com poucos momentos de conciliação e muita munição política. Em vez de um confronto exclusivamente sobre o futuro de São Paulo, os candidatos transformaram o palco da Band em uma espécie de acerto de contas entre diferentes projetos políticos.

A avaliação mais curiosa ficou para depois do debate: enquanto os candidatos disputavam quem tinha os melhores números, os verificadores precisaram entrar em campo para separar fatos, exageros e informações incorretas.