Réus da Operação Hermes HG têm atuação no setor da construção civil em Mato Grosso
Entre os denunciados estão integrantes ligados à família Veggi, da Paiaguás, e Willian Leite Rondon, associado à WR Engenharia e Construção
Além da repercussão da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), os nomes envolvidos na ação também chamam atenção pela atuação empresarial no setor da construção civil de Mato Grosso.
Entre os denunciados está Edgar dos Santos Veggi, integrante da família Veggi e ligado à Paiaguás, empresa que possui trajetória consolidada no mercado imobiliário e da construção civil em Mato Grosso.
A Paiaguás foi criada pela família Veggi e, ao longo dos anos, passou a atuar na construção e comercialização de empreendimentos habitacionais, inclusive projetos voltados ao programa Minha Casa Minha Vida. Reportagem publicada em 2017 apontava a empresa como uma referência no setor e registrava Edy Veggi Soares e Edgar dos Santos Veggi entre os sócios da companhia.
Documentos oficiais também registram a atuação da Paiaguás Incorporadora Ltda., atualmente representada por Edy Veggi Soares, em empreendimentos habitacionais. Em 2025, por exemplo, a empresa aparece em contrato com o município de Matupá para desenvolvimento e produção de empreendimento habitacional dentro do programa Minha Casa Minha Vida.
Outro nome citado na denúncia é Willian Leite Rondon. Ele aparece em registros empresariais como sócio-administrador da WR Engenharia e Construção Ltda., empresa sediada em Várzea Grande e cuja atividade principal é a construção de edifícios. O cadastro empresarial também aponta atividades relacionadas à incorporação imobiliária, terraplenagem, obras de urbanização e administração de obras.
Empresas não são alvo da denúncia citada
Apesar da atuação empresarial dos nomes mencionados, é importante fazer uma distinção: o fato de uma pessoa ser ré em uma ação penal não significa que a empresa da qual ela participa esteja automaticamente acusada ou envolvida no processo.
No caso da Operação Hermes HG, as denúncias recebidas pela Justiça Federal tratam das pessoas físicas e jurídicas especificamente indicadas pelo MPF. A existência de vínculos empresariais deve ser apresentada separadamente, sem afirmar que as construtoras participaram do suposto esquema de comércio ilegal de mercúrio sem que isso esteja expressamente apontado nos autos.
Família Veggi possui histórico no mercado imobiliário
A relação da família Veggi com o setor imobiliário e da construção civil é anterior à atual investigação. Reportagens sobre a trajetória empresarial do grupo destacam a expansão da Paiaguás, sua atuação em habitação popular e parcerias com outras empresas do setor. Em 2019, a imprensa especializada chegou a registrar a formação do Grupo FV – Farias e Veggi, reunindo negócios ligados às famílias Farias e Veggi.
Já a Paiaguás Incorporadora permanece com atuação no mercado imobiliário. Dados empresariais recentes mostram Edy Veggi Soares como administrador da empresa, além da participação de holdings ligadas ao grupo societário.
A presença de empresários do setor da construção entre os denunciados amplia a repercussão do caso em Mato Grosso, especialmente porque a investigação da Operação Hermes HG envolve pessoas com diferentes atividades empresariais.
Todos os citados nesta reportagem são considerados inocentes até eventual condenação definitiva. A inclusão como réu significa que a Justiça recebeu a denúncia e dará prosseguimento à ação penal, não representando, por si só, uma condenação.






