Galvan critica família Maggi e acusa grupo de agir por interesses econômicos
Candidato do Avante afirma que o clã não segue uma linha ideológica definida e questiona a atuação de empresários do agronegócio conforme os diferentes governos
CUIABÁ, MT — O candidato Antônio Galvan (Avante) fez duras críticas à família Maggi durante coletiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao comentar a atuação política e econômica do grupo, o ruralista afirmou que o clã não teria uma posição ideológica definida e resumiu sua avaliação com a frase: “Eles não são petistas nem bolsonaristas, eles são dinheiristas.”
Galvan direcionou as críticas principalmente a Eraí Maggi e Blairo Maggi. Segundo o candidato, as posições adotadas pelo grupo estariam mais relacionadas à conveniência econômica e à busca por influência política do que a uma identificação com determinado campo ideológico.
Na avaliação de Galvan, a relação da família com diferentes governos pode ser observada também na defesa de políticas voltadas ao setor agropecuário. Ele citou mudanças na distribuição de recursos durante o governo Jair Bolsonaro e afirmou que integrantes do grupo teriam se posicionado contra determinadas medidas por entenderem que elas poderiam reduzir seu acesso a recursos e financiamentos.
O candidato também mencionou a expansão dos negócios da família durante governos do PT. Como exemplo, citou a autorização para funcionamento do Banco Amaggi durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.
Galvan afirmou ainda que sua crítica não se dirige especificamente aos partidos políticos, mas à forma como, segundo ele, o grupo empresarial se posiciona diante de diferentes governos. Para o candidato, o principal objetivo seria preservar o acesso a crédito, financiamentos e oportunidades de negócios.
As declarações foram feitas em tom de crítica política e representam a avaliação de Galvan sobre a atuação da família Maggi. Até o fechamento desta matéria, Eraí Maggi e Blairo Maggi não haviam se manifestado sobre as acusações.






