Mato Grosso supera R$ 40 bilhões em tributos e atinge marca antes de 2025

Arrecadação cresceu 3,44% e Cuiabá aparece como o município que mais contribuiu para o resultado estadual

Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 40 bilhões em impostos, taxas, contribuições e multas recolhidos desde o início de 2026. O patamar foi atingido na quinta-feira (3), oito dias antes do registrado no ano passado.

Os números são do Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso, a Fecomércio-MT. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume arrecadado apresentou crescimento de 3,44%.

O montante recolhido no estado representa aproximadamente 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados em todo o Brasil no período. Em todo o ano de 2025, os tributos pagos em Mato Grosso somaram R$ 58,2 bilhões.

Segundo a Fecomércio-MT, o desempenho está relacionado à força da atividade econômica e ao volume de operações realizadas no estado. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, concentra a maior parcela da arrecadação estadual.

Cuiabá aparece como o município com maior contribuição, alcançando R$ 830 milhões. Na sequência estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões; Sinop, com R$ 167 milhões; Várzea Grande, com R$ 118 milhões; Sorriso, com R$ 91 milhões; e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.

Na esfera federal, o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias estão entre as principais fontes de arrecadação. Nos municípios, destacam-se o ISS e o IPTU.

O resultado demonstra o crescimento da economia mato-grossense, mas também reforça o debate sobre o peso da carga tributária e a necessidade de aplicação eficiente dos recursos públicos.