Cachorrinha Lola é velada ao lado de pai e duas filhas mortos em acidente na BR-163

Família morava em Sinop e viajava para o velório do avô das adolescentes; animal recebeu uma pequena urna funerária em homenagem autorizada pelos parentes

Uma despedida marcada por dor e comoção reuniu familiares e amigos de Antônio Pedro Zardin Filho, de 42 anos, das filhas Maria Fernanda, de 15, e Maria Carolina, de 11, e da cachorrinha Lola, da raça Fox Paulistinha.

Os quatro morreram em um acidente envolvendo a caminhonete da família e uma carreta na BR-163, próximo a São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul. As vítimas foram veladas juntas na Capela Pax Sudoeste, em Bela Vista.

Lola, que acompanhava a família durante a viagem, recebeu uma pequena urna funerária ornamentada, colocada ao lado dos caixões de Antônio e das duas meninas. A homenagem foi preparada pela equipe da funerária, com autorização dos familiares.

Segundo os parentes, a cachorrinha era muito querida e estava sempre ao lado dos tutores. A presença de Lola na cerimônia simbolizou a forte ligação do animal com a família e tornou a despedida ainda mais emocionante.

Família vivia em Sinop

Antônio e as filhas estavam morando havia aproximadamente oito meses em Sinop, no norte de Mato Grosso. Engenheiro agrônomo, ele havia se mudado para a cidade após conseguir uma oportunidade de trabalho.

A mudança ocorreu depois da morte de sua esposa, Cristina Machinski, mãe das adolescentes, vítima de câncer em janeiro de 2025. Poucos dias antes, a família também havia perdido a mãe de Antônio, que morreu após sofrer um infarto.

No domingo (6), Antônio, as meninas e Lola deixaram Sinop com destino a Campo Grande, onde participariam do velório de Arcenio Marcionilio Machinski, pai de Cristina e avô das adolescentes.

Acidente durante a viagem

A colisão aconteceu por volta das 8h40 de segunda-feira (7), no km 626 da BR-163, em São Gabriel do Oeste, quando a Ford Ranger ocupada pela família bateu de frente com uma carreta.

Antônio e uma das filhas morreram no local. A outra adolescente chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. Lola também morreu no acidente.

Informações relatadas por familiares apontam que Antônio havia percebido problemas mecânicos na caminhonete durante o trajeto e decidiu seguir viagem em velocidade reduzida. A dinâmica e as causas da colisão ainda dependem da conclusão do laudo pericial.

Os corpos foram levados para Bela Vista, cidade onde a família já havia morado. A cerimônia reuniu parentes e amigos em uma despedida marcada pela imagem de Lola ao lado dos tutores, representando uma família que permaneceu unida até o último momento.