Governo aumenta Bolsa Família para R$ 691 às vésperas das eleições
Reajuste de aproximadamente 15% terá impacto bilionário nas contas públicas e provocou reação cautelosa do mercado financeiro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste de aproximadamente 15% no valor mínimo do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mensal passará de R$ 600 para R$ 691.
A medida alcançará milhões de famílias de baixa renda e deve representar um custo adicional estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, o impacto poderá chegar a R$ 22 bilhões.
O anúncio ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, e deverá ocupar espaço central no debate eleitoral.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a ampliação do programa está prevista nas projeções orçamentárias e não comprometerá as metas fiscais. Segundo ele, as despesas com o Bolsa Família devem corresponder a aproximadamente 1,25% do Produto Interno Bruto em 2027.
Apesar da justificativa apresentada pelo governo, investidores receberam o anúncio com cautela. O mercado acompanha especialmente os efeitos do reajuste sobre os gastos públicos, a dívida e a inflação.
Além do aumento do benefício, o governo estuda lançar um novo programa para renegociar dívidas de consumidores. A proposta seria semelhante ao Desenrola Brasil e poderia permitir a compra, com desconto, de débitos antigos que já foram considerados prejuízo pelas instituições financeiras.
Críticos alertam para os riscos fiscais e questionam o momento eleitoral das medidas. O governo sustenta que as iniciativas são necessárias diante do endividamento das famílias e da pressão sobre o orçamento da população mais pobre.






