Brasil na lanterna global da gestão da Covid segundo Brand Finance

Há exatamente um ano, em 14 de janeiro, a OMS tuitou dizendo que não havia evidências de transmissão do vírus identificado em Wuhan entre humanos. Faltou-lhe o dom divino de uma pitonisa, que, se houvesse, poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos. Quase 2 milhões de mortes depois, a Covid-19 não sai da pauta da imprensa e seus efeitos de longo prazo começam a ser medidos.

Um deles é sobre a imagem externa dos países. Neste artigo, mostramos o estudo feito pela consultoria britânica Brand Finance sobre a percepção da gestão da crise na ótica de especialistas (incluindo jornalistas) e do público em geral. Pode até ser coincidência, mas as nações vencedoras em cada categoria, Alemanha e Nova Zelândia, notabilizaram-se pela transparência e clareza com imprensa e

 

sociedade, além de serem governadas por mulheres.

Na outra ponta, os Estados Unidos ficaram com a pior avaliação aos olhos da sociedade. Já o Brasil ficou em antepenúltimo para o povo e na lanterna entre os especialistas. O estudo examinou as impressões sobre a gestão da economia, da saúde e a cooperação internacional, aspectos que contribuem para a influência global das nações.



E como a doença não sai tão cedo da pauta, vale conferir aqui o relatório do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo consolidando o que se aprendeu em 2020 a partir das pesquisas sobre a relação do público com o noticiário. Há boas reflexões para jornalistas e comunicadores empenhados em conscientizar a sociedade sobre medidas de controle e vacinas, como a

necessidade de usar múltiplas plataformas, o risco da fadiga de notícias e as desigualdades no consumo de informações.

O estudo sugere evitar políticos como fontes e valorizar os grupos que emergem como altamente confiáveis e percebidos como capazes de ajudar a entender a crise, como autoridades de saúde, cientistas e médicos.

Nós acrescentamos mais um grupo à lista: os idosos. Itália, Reino Unido e França estão lançando mão deles para endossar a segurança da vacina.

 

A Itália foi bem longe na ideia: escalou a Dona Fiorina Fiorelli, de 108 anos, que se arrumou toda para ser uma das primeiras a tomar a vacina e mostrar que não há o que temer.

 

 

Sabedoria nessa hora não é demais.

 

 

Boa leitura,

 

 

 

Eduardo Ribeiro, publisher, Jornalistas Editora / São Paulo

 

 

Luciana Gurgel, coordenadora editorial, MediaTalks / Londres 



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