Emanuelzinho não acredita em impedimento contra Bolsonaro neste momento

O deputado federal Emanuelzinho (PTB) disse que não acredita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) corra o risco de sofrer um impeachment neste momento, mesmo com as investigações da CPI da Covid contra as ações do governo Federal, frente à pandemia.

“É preciso ter três pilares para que ocorra um impeachment. São eles: instabilidade política, fundamentação jurídica e crise moral, ou decrescente econômica. No caso do ex-presidente Collor, houve instabilidade política, fundamentação jurídica e crise moral. No caso da ex-presidente Dilma também houve instabilidade política, fundamentação jurídica e crise moral. Eu não vejo instabilidade política nesse momento no governo Bolsonaro”, afirma.

Jair Bolsonaro é o recordista de pedidos de impeachment já registrado na história do país, porém a ausência de votos para aprovar a destituição do cargo, a falta de algumas provas concretas que comprovem os supostos crimes cometidos por ele e a aproximação com as eleições de 2022 tornam a exoneração mais distante, apesar do clamor da população nas ruas.

Emanuelzinho ainda ressalta que não concorda com algumas atitudes do presidente, mas que ele tem acertado em outras questões.

“Eu acho que o presidente tem pecado em como ele se comunica com o povo brasileiro e em relação a compra das vacinas, mas acho que ele acerta no aspecto econômico”, pontuou.

A possibilidade de um impeachment sobre o presidente da República ganhou ainda mais força no início de julho deste ano, quando Bolsonaro foi alvo de um “superpedido” de impeachment com cerca de 46 assinaturas de representantes de diversas entidades e também de partidos políticos.

De acordo com o pedido, Bolsonaro cometeu ao menos 23 crimes previstos na Lei 1.079/50, também conhecida como Lei do Impeachment. Entre as acusações citadas estão atrapalhar investigações, cometer ato de hostilidade contra a nação, compartilhar informações falsas (fake news), crimes contra o livre exercício dos Poderes, ameaça, incitar militares à desobediência, crimes contra a segurança interna do país, quebra de decoro, entre outros.

 

 

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