A relação de inflamação na membrana do coração com as vacinas contra Covid-19

A cada dia estamos aprendendo mais sobre o coronavírus e sobre as consequências da Covid-19 no organismo das pessoas.

 

Entre elas os efeitos da vacina em alguns casos. Entre eles ocorrências de miocardite e pericardite, 2 inflamações do músculo e membrana do coração, vistas após a aplicação das vacinas da Pfizer e da Moderna contra o coronavírus em jovens, conforme divulgou o CDC norte-americano, sistema de vigilância do governo norte-americano.

 

Parece ser mais comum em adolescentes e adultos jovens do sexo masculino do que em mulheres e indivíduos mais velhos.

 

Os sintomas são típicos de miocardite/pericardite por outras causas, podendo incluir dor torácica, falta de ar e febre.

As vacinas relacionadas com esses casos foram as baseadas na plataforma de mRNA, produzidas pela Pfizer e Moderna, sendo a da Pfizer a única vacina de mRNA autorizada para uso em crianças. De acordo esses eventos podem ocorrer em uma proporção de 16 casos a cada 1.000.000 de pessoas que recebem duas doses da vacina.

Até agora apenas 275 casos de miocardite/pericardite nessa faixa etária foram relatados ao sistema de vigilância em mais de 12 milhões de doses dessas vacinas haviam sido administradas em indivíduos entre 16 e 24 anos. Desse total, a maioria dos indivíduos que apresentaram miocardite teve recuperação rápida, apesar de 3 terem necessitado de internação em unidade de terapia intensiva e de reabilitação após alta hospitalar.

Ainda há registro de um grupo de um hospital de Oregon, EUA, relatou no periódico Pediatrics 7 casos de miocardite e miopericardite em indivíduos do sexo masculino entre 14 e 19 anos de idade que se desenvolveram dentro de 4 dias após a segunda dose da vacina Pfizer e que não tinham evidências de infecção aguda por SARS-coV-2. Em todos os casos, a investigação para outras etiologias foi negativa. Como tratamento, 6 pacientes receberam antiinflamatórios e 4 receberam terapia com imunoglobulina IV e corticoide.

Notadamente, 3 se recuperaram com o uso de anti-inflamatórios somente. Todos receberam alta hospitalar e nenhum necessitou de internação em unidade de terapia intensiva.

De qualquer forma ainda é cedo para se afirmar que realmente haja uma relação causal entre os eventos e a vacinação. De qualquer forma o CDC continua a recomendar a vacinação nos EUA para todos os indivíduos com 12 anos de idade ou mais, considerando que os riscos associados à infecção por Covid-19 são maiores do que os que podem estar associados à vacinação.

A Organização Mundial da Saúde – OMS esclarece: "os benefícios das vacinas de mRNA contra a COVID-19 superam os riscos na redução de hospitalizações e de mortes devido às infecções".

 

Seguno a Anvisa, até o momento, não há qualquer relato de casos dessas complicações pós-vacinação no país. Portanto, é importante que se continue vacinando.

 

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194

 

Email: maxwlima@hotmail.com

 



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