Prefeito Emanuel diz que recuo da candidatura é para evitar crise na base aliada
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), explicou que o recuo da candidatura da sua esposa, a primeira-dama Márcia Pinheiro, foi estratégica, para evitar uma crise em sua base aliada. Márcia seria lançada a uma vaga na Assembleia Legislativa.
Ele ainda explicou que o possível projeto de Márcia à Assembleia Legislativa atrapalharia os projetos políticos de seus principais aliados, como o presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), que se prepara para disputar uma vaga no Parlamento Estadual.
O gestor também acrescentou que a candidatura da esposa também poderia respingar na reeleição do filho, o deputado federal Emanuelzinho (MDB), que não teria o apoio municipalista do chefe do Legislativo Municipal.
“A Márcia só não sai a deputada estadual por causa dos companheiros e por causa do Emanuelzinho, que acabaria pagando o pato. Primeiro, nós temos que valorizar os companheiros e não podemos criar atritos para eleição dele. Se acha que Márcia candidata a deputada, a base do Juca iria apoiar Emanuelzinho? Ia dar um um brigueiro danado”, disse.
Ao final, Emanuel pontou que os planos miram em lançar Márcia como candidata ao Senado Federal, fato que não agrada o senador Wellington Fagundes (PL), amigo próximo de Emanuel e candidato a reeleição.
“Nós estamos avaliando candidatura da Márcia ao Senado, eu acho muito melhor para a região da Baixada Cuiabana e Mato Grosso. Porém, isso não depende de mim, depende da Federação e do PV”, finalizou.
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