Deputado Barranco criticar decisão e disse que estar firme na luta da categoria
Em suas redes sociais, o deputado estadual Valdir Barranco (PT), lamentou a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender, no último domingo (4), o piso salarial nacional da enfermagem. Segundo Barroso, seria mais adequado dar um prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços.
Barranco criticou a decisão e disse que está firme na luta com toda a classe. “É lamentável que, acolhendo a um pedido do sindicato patronal, o STF, através de uma decisão monocrática do Ministro Barroso, tenha barrado a execução do piso nacional da enfermagem. O piso, criado no Congresso Nacional, é uma medida justa destinada a um grupo de profissionais que se notabilizaram na pandemia e que têm suas remunerações absurdamente subestimadas no Brasil”, disse.
O parlamentar também lembrou da importância que esses profissionais tiveram quando ele passou pela covid-19, em 2021. “Eu fiquei quase 100 dias internado, sendo 52 dias entubado, por causa do vírus da covid e sei o que esses profissionais fizeram e fazem por mim. Eu vi, vivi e sei da importância que esses profissionais exercem na vida daqueles e daquelas que mais precisam. Vocês merecem ser valorizados”, defendeu.
Sancionada há exatamente um mês, a lei institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. No caso dos primeiros, o piso previsto é de R$ 4.750. Para técnicos, o valor corresponde a 70% do piso, enquanto auxiliares e parteiras terão direito a 50%.
O piso nacional vale para contratados sob o regime da CLT e para servidores das três esferas (União, estados e municípios), inclusive autarquias e fundações. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em julho, atendendo uma reivindicação histórica da categoria, que representa cerca de 2,6 milhões de trabalhadores.
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