Transporte Gratuito para a Corrida de Reis

A organização da 41ª Corrida de Reis, que ocorre neste domingo, 11 de janeiro de 2026, no Parque Novo Mato Grosso, disponibilizará transporte público gratuito para atletas e público. Ônibus circularão a cada 30 minutos a partir das 4h. Para usufruir do benefício, é imprescindível possuir o Cartão TEM Transporte (ou um cartão especial emitido para o evento).
Necessidade do Cartão: O pagamento da tarifa zero será concedido exclusivamente através do cartão eletrônico, não sendo aceito dinheiro.
Horários: Os ônibus especiais começarão a rodar às 4h de domingo para garantir que todos cheguem a tempo da largada, prevista para 6h30.
Logística: A mudança do tradicional percurso central para o Parque Novo Mato Grosso, na MT-251, visa desafogar o trânsito da região central e utilizar a infraestrutura do novo complexo esportivo, que inclui um grande estacionamento com quase 20 mil vagas.

Crítica: A Corrida no "Apartheid Cuiabano"
A transferência da tradicional Corrida de Reis do centro de Cuiabá para o recém-inaugurado Parque Novo Mato Grosso, um espaço mais afastado e de difícil acesso sem transporte próprio, gerou debates e críticas nas redes sociais, com alguns internautas e comentaristas locais a descreverem a nova localização como um exemplo do "apartheid cuiabano".
A principal crítica reside na descaracterização do evento e na exclusão social:
Perda da Tradição: O "charme" da Corrida de Reis sempre foi a interação com a torcida nas ruas e a apropriação do espaço urbano central, algo que se perde com a mudança para um parque fechado e periférico.
Acessibilidade Limitada: Apesar da oferta de transporte gratuito, a dependência de um cartão específico e a logística complexa penalizam a população de baixa renda ou que não está inserida na rede de transporte público regular, limitando o acesso ao evento a quem possui veículo próprio ou reside em áreas mais centrais.

Segregação Espacial: O termo "apartheid cuiabano" reflete a percepção de que a localização em um complexo moderno e isolado, fora do eixo popular e cultural da cidade, cria uma barreira física e social, segregando a população e tornando o evento menos inclusivo.
A organização argumenta que a mudança proporciona um ambiente mais amplo, seguro, com mais vagas de estacionamento e áreas de lazer, melhorando a experiência geral do evento. No entanto, a discussão sobre a inclusão e o acesso democrático ao maior evento de corrida de rua do Centro-Oeste permanece.