Rosa Neide defende diálogo e vê possibilidade de composição entre Fávaro e Taques ao Senado em 2026.

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosa Neide, defendeu a construção de consensos e afirmou acreditar na possibilidade de uma composição política entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-governador Pedro Taques (PSB) para a disputa ao Senado em Mato Grosso nas eleições de 2026.
Ao comentar o cenário eleitoral, Rosa recorreu a um exemplo emblemático da política nacional ao citar a antiga rivalidade entre PT e PSDB, lembrando que isso não impediu a aliança que levou Geraldo Alckmin ao cargo de vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à Rádio Cultura FM (90.7), a dirigente petista ressaltou que ainda não há definição fechada dentro do PT nem da federação Brasil da Esperança sobre os dois nomes que disputarão as vagas ao Senado. Segundo ela, a orientação nacional da federação é clara: lançar dois candidatos alinhados ao projeto político do presidente Lula.
“Não faz sentido votar em um nome da centro-esquerda e depois votar na direita. Isso seria um erro de projeto político. A orientação é que os dois votos estejam alinhados”, afirmou, destacando que a estratégia busca fortalecer o palanque do presidente em Mato Grosso.
Dentro desse contexto, o nome de Carlos Fávaro é tratado como prioridade pela federação. “Desde o início está claro para todos nós que o principal nome ao Senado apoiado pela federação é o do ministro Fávaro”, disse. No entanto, o segundo nome ainda está em discussão. “Essa definição segue sendo debatida internamente”, completou.
Sobre Pedro Taques, Rosa lembrou que o ex-governador já colocou o nome à disposição e participa das conversas, embora ainda sem compromissos firmados. “O ex-senador Pedro Taques já se colocou como pré-candidato ao Senado. A política ainda está cedo, muita coisa pode mudar, mas ele está no diálogo”, declarou.
Ao reforçar a importância da maturidade política, Rosa destacou que alianças consideradas improváveis já se consolidaram no país. “O PT e o PSDB brigaram a vida inteira, e isso não impediu que hoje Alckmin seja vice-presidente ao lado do Lula, fazendo um excelente trabalho”, afirmou. Para ela, o diálogo deve prevalecer. “Na política, dizer ‘dessa água não vou beber’ é um equívoco muito grande. Quem tem que vencer é o diálogo. A intransigência nunca.”