Servidores de MT terão reajuste salarial de 5,4% já na folha de janeiro.

Reajuste supera inflação oficial após acordo entre Mauro Mendes e base governista na ALMT.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), concordou em ampliar o percentual da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais para 5,4%, após articulação direta de deputados da base governista. A decisão foi tomada durante reunião realizada nesta quarta-feira (21), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Pelo acordo, o reajuste deixa de se limitar ao índice oficial da inflação, medido pelo IPCA (4,26%), e passa a incorporar um acréscimo de 1,14%, elevando o percentual final para 5,4%. O novo índice supera a proposta inicial do Executivo e atende, de forma parcial, às reivindicações do funcionalismo público estadual.
Com a definição, o governo deve encaminhar ainda nesta quarta-feira um novo projeto de lei à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com a previsão de que o reajuste seja aplicado já na folha de pagamento do mês de janeiro.
Apesar do avanço, a reunião também foi marcada por cobranças mais incisivas de representantes dos servidores, que reivindicaram o reconhecimento e o pagamento das RGAs não concedidas em anos anteriores. Durante o encontro, lideranças sindicais chegaram a mencionar a possibilidade de paralisação caso o tema não avance nas discussões.
Sobre esse ponto, o governador manteve posição firme e afirmou que não irá recuar em relação ao passivo das revisões anteriores. Segundo Mauro Mendes, o pagamento desses valores comprometeria o equilíbrio fiscal do Estado, com impacto direto na capacidade de investimento do governo.
Participaram da reunião os deputados Max Russi (PSB), Dilmar Dal Bosco (União), Carlos Avallone (PSDB), Diego Guimarães (Republicanos), Wilson Santos (PSD), Chico Guarnieri (PRD), Nininho (Republicanos), Eduardo Botelho (União), Elizeu Nascimento (Novo), Juca do Guaraná (MDB), Fabinho Tardim (PSB) e Beto Dois a Um (PSB).
O novo projeto deve tramitar em regime de urgência na ALMT, em razão do entendimento firmado entre o Executivo estadual e a base governista.