Judiciário inicia 2026 sob a batuta de Fachin e reforça discurso institucional
BRASÍLIA – O Ano Judiciário de 2026 foi oficialmente aberto nesta segunda-feira (2), em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF) que reuniu representantes dos Três Poderes. Sob a condução do ministro Edson Fachin, a Corte sinalizou que o foco do novo ciclo será o fortalecimento institucional, com ênfase em ética, transparência e previsibilidade das decisões — especialmente em um ano marcado pelas eleições gerais.
Após um 2025 de tensões e desafios institucionais, Fachin defendeu uma atuação mais clara e coesa do Judiciário. A principal novidade anunciada foi a elaboração de um Código de Ética inédito para o STF, que terá relatoria da ministra Cármen Lúcia. A iniciativa busca reduzir ruídos, afastar suspeitas de conflitos de interesse e reforçar a confiança da sociedade na Suprema Corte.
Com o calendário eleitoral se aproximando, o tema das eleições também esteve no centro do discurso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta semana suas sessões extraordinárias, dando início à preparação institucional para o pleito de outubro. O combate à desinformação e a defesa do sistema eletrônico de votação seguem como prioridades.
A agenda do Judiciário já começa intensa. Na quarta-feira (4), o plenário do STF volta a julgar o uso de redes sociais por magistrados. Nas semanas seguintes, devem avançar debates sensíveis, como ações relacionadas ao programa “Escola Sem Partido” e disputas bilionárias envolvendo direitos de propriedade intelectual.
Enquanto o Congresso Nacional também reinicia seus trabalhos, o Judiciário busca deixar claro o tom de 2026: rigor constitucional, vigilância democrática e protagonismo institucional. Para quem esperava um ano de transição tranquila, a mensagem foi direta — o calendário é apertado e a democracia não pode esperar






