Prefeitura de Cuiabá reforça prevenção às ISTs com ação da campanha Bora Combinar? na Praça da Mandioca

NESTE SÁBADO

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza neste sábado (14), das 18h às 22h, mais uma etapa da campanha “Bora Combinar?”, na Praça da Mandioca, com foco na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e na promoção da saúde sexual.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) e integra as ações da Lei Seca, unindo orientação sobre trânsito seguro e cuidados com a saúde. Desde o início da mobilização, mais de dois mil kits de prevenção já foram entregues à população.

Durante as abordagens, equipes de saúde orientam motoristas, passageiros e pedestres sobre a importância do uso do preservativo, considerado a principal forma de prevenção contra o HIV, sífilis, hepatites virais e outras ISTs. Também são distribuídos preservativos femininos e masculinos, gel lubrificante, materiais informativos e autotestes de HIV.

O gel lubrificante é destacado como aliado na prevenção, pois reduz o atrito e diminui o risco de rompimento do preservativo. Outro foco da campanha é a divulgação da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, que prepara o organismo para uma possível infecção e leva de dois a sete dias para atingir níveis ideais de proteção.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é indicada para situações de emergência, como relação sexual sem preservativo, rompimento do preservativo ou casos de violência sexual. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição, podendo ser utilizado em até 72 horas, e consiste no uso de medicamentos por 28 dias. Em caso de risco, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, a campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação e incentivar o autocuidado.

“A campanha ‘Bora Combinar?’ leva informação de forma clara e acessível, sem preconceitos, reforçando a importância da prevenção e do cuidado com a própria saúde. Nosso compromisso é proteger vidas e aproximar os serviços de saúde da população”, destacou.
Histórico das ações

A campanha “Bora Combinar?” foi em quatro dias de mobilização, com apoio do Detran-MT:
• 06/02/2026 – Arena Pantanal, das 18h às 22h
• 07/02/2026 – Arena Pantanal, das 18h às 22h
• 13/02/2026 – Posto policial da saída para Chapada dos Guimarães, na MT-251, das 16h30 às 22h
• 14/02/2026 – Praça da Mandioca, das 18h às 22h

Atendimento e testagem

Em Cuiabá, a PEP é ofertada gratuitamente e de forma sigilosa nas unidades do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e nas UPAs, que funcionam 24 horas.
A população também é orientada a realizar a testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites virais, disponível gratuitamente pelo SUS, nas Unidades Básicas de Saúde e nos SAEs.
[09:37, 14/02/2026] Marcely: Senado registra 46 pedidos de impeachment contra ministros do STF; 31 foram apresentados no último semestre

Alexandre de Moraes concentra a maioria das petições; nenhum pedido foi aprovado até hoje

Redação

A atual legislatura do Senado Federal contabiliza 46 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Desse total, 31 foram protocolados apenas nos últimos seis meses, indicando crescimento recente no volume de representações.
Entre 2023, 2024 e o primeiro semestre de 2025, haviam sido apresentados 24 requerimentos contra integrantes da Corte.
Tramitação
A Lei nº 1.079/1950 — conhecida como Lei do Impeachment — prevê que qualquer cidadão pode oferecer denúncia por crime de responsabilidade contra ministros do STF ou contra o procurador-geral da República. Compete ao Senado processar e julgar essas autoridades.
Os pedidos são inicialmente encaminhados pelo presidente do Senado à Advocacia da Casa, responsável por emitir parecer técnico. Em seguida, a matéria é submetida à Comissão Diretora.
Após leitura em plenário, a denúncia pode ser analisada por comissão especial formada por senadores indicados pelos líderes partidários, respeitada a proporcionalidade. O colegiado dispõe de até dez dias para deliberar sobre a admissibilidade.
O denunciado tem direito à ampla defesa no mesmo prazo. O parecer da comissão é submetido ao plenário, em votação nominal por maioria simples. Caso a acusação seja admitida, o ministro é afastado do cargo até o julgamento final.
Para condenação, são necessários dois terços dos votos dos senadores. Além da perda do cargo, o plenário pode decidir pelo impedimento do exercício de função pública por cinco anos. Até o momento, nenhum pedido de impeachment contra ministro do STF foi aprovado.
Ministros mais citados
O ministro Alexandre de Moraes lidera o número de representações na atual legislatura, com 29 pedidos — o equivalente a 63% do total. Somente no último semestre, ele foi alvo de 18 das 31 novas petições.
Na sequência aparece o ministro Gilmar Mendes, com nove requerimentos, seguido por Dias Toffoli, que soma sete pedidos — seis deles apresentados nos últimos seis meses.
Parte das representações contra Toffoli está relacionada à sua atuação na relatoria de caso envolvendo o Banco Master. O ministro deixou a condução do processo após a Polícia Federal apontar menções a seu nome em material apreendido com o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.
Toffoli é sócio da empresa Maridt Participações, administrada por familiares, que realizou negociações com fundo gerido pela Reag, vinculada ao Banco Master.
A decisão de deixar a relatoria foi discutida em reunião reservada entre os ministros da Corte. Em nota, o STF informou que não havia fundamento jurídico para suspeição, mas que a saída ocorreu por iniciativa do próprio magistrado.
No dia seguinte ao encontro, trechos da reunião passaram a circular na imprensa, gerando desconforto interno e suspeitas sobre eventual vazamento do conteúdo.