HISTÓRICO: Lucas Pinheiro conquista o primeiro ouro do Brasil em Olimpíadas de Inverno

MILÃO, ITÁLIA – O dia 14 de fevereiro de 2026 já está eternizado na memória do esporte brasileiro. O esquiador Lucas Pinheiro Braathen escreveu seu nome na história ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão.
É a primeira vez, em 102 anos de história dos Jogos de Inverno, que um atleta brasileiro — e também da América Latina — sobe ao lugar mais alto do pódio.

Domínio absoluto na neve italiana
A conquista veio com autoridade. No tradicional Stelvio Ski Centre, palco da prova, Lucas foi preciso e estratégico desde a primeira descida. Aproveitando a pista em melhores condições, cravou 1min13s92 e abriu uma vantagem decisiva de 95 centésimos sobre o principal favorito ao título, o suíço Marco Odermatt.
Na segunda bateria, sob forte pressão e expectativa histórica, o brasileiro manteve a concentração. Administrou o ritmo, evitou erros e fechou a prova com o tempo total de 2min25s00 — 58 centésimos à frente de Odermatt, que ficou com a prata. O bronze também foi para a Suíça, com Loïc Meillard.
Pódio – Slalom Gigante Masculino
1º – Lucas Pinheiro Braathen (Brasil) – 2:25.00
2º – Marco Odermatt (Suíça) – 2:25.58
3º – Loïc Meillard (Suíça)

O “BraZilian” que escolheu o verde e amarelo
Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas competiu pela Noruega até 2023. Após divergências com a federação local e um período de pausa na carreira, tomou uma decisão que mudaria a história do esporte nacional: passou a defender oficialmente o Brasil em 2024.
A escolha, que à época surpreendeu o circuito internacional, revelou-se visionária. Em lágrimas, logo após confirmar o ouro, ele resumiu o feito em poucas palavras:

“Nada é impossível.”


Premiação e impacto histórico
Pela conquista inédita, o Comitê Olímpico do Brasil pagará ao atleta uma premiação de R$ 350 mil.
Mais do que o valor financeiro, porém, o feito projeta o Brasil a um novo patamar nos esportes de inverno. Com o resultado, o país aparece temporariamente na 15ª colocação do quadro geral de medalhas dos Jogos de 2026 — algo impensável até poucos anos atrás.

Próximo desafio
A história pode ganhar um novo capítulo já nesta segunda-feira (16). Lucas retorna à pista para disputar o slalom — sua especialidade — com baterias marcadas para 6h e 9h30 (horário de Brasília).
Depois de quebrar uma barreira centenária, o “BraZilian” mostra que o improvável, quando encontra talento e coragem, pode se transformar em ouro.