O Big Brother Imobiliário: Transparência e Rigor na DIMOB 2026
Diretor da Ideale Imóveis e Pastre Oliveira Investimentos, Corretor de Imóveis há mais de 20 anos.
Ao longo de duas décadas atuando no mercado imobiliário, vi o setor se transformar de fichários de papel em ecossistemas digitais de alta precisão. Mas se há algo que ainda tira o sono de gestores despreparados é a DIMOB. Como diretor da Ideale Imóveis e da Pastre Oliveira Investimentos, reforço sempre: a DIMOB não é apenas uma burocracia, é o "termômetro da ética" do nosso mercado perante o Fisco.
A Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias é, na prática, o mecanismo que garante que ninguém "esqueça" de declarar um lucro imobiliário ou um recebimento de aluguel. Para nós, corretores e administradores, a responsabilidade é hercúlea. Se informarmos um dado divergente, não somos apenas nós que corremos risco; estamos enviando nosso cliente diretamente para as garras da malha fina.
Neste ano de 2026, o rigor da Receita Federal atingiu um novo patamar. O cruzamento de dados está instantâneo. Por isso, a organização contábil mensal — e não apenas na véspera da entrega — é o que diferencia uma imobiliária profissional de uma amadora. Não se trata apenas de evitar as multas, que podem chegar a 3% do valor da operação em caso de erros, mas de preservar o patrimônio e a tranquilidade de quem confia em nosso trabalho.
Aos colegas e investidores, meu conselho é claro: a DIMOB exige um sistema de gestão robusto e uma contabilidade especializada. No mercado atual, a transparência não é mais opcional, é a base da sobrevivência. O prazo final de fevereiro é o fechamento de um ciclo de conformidade que deve ser exercitado todos os dias. No mercado imobiliário moderno, a informação correta vale tanto quanto o melhor ponto comercial.






