Brasil registra 81 casos de mpox em 2026; São Paulo lidera notificações
O Ministério da Saúde atualizou nesta semana o cenário epidemiológico da mpox no Brasil. Segundo o último boletim, o país contabiliza 81 casos confirmados da doença nos primeiros 55 dias de 2026. Apesar do monitoramento contínuo, as autoridades de saúde destacam que o quadro clínico da maioria dos pacientes é leve e, até o momento, nenhum óbito foi registrado este ano.
Concentração no Sudeste
O estado de São Paulo segue como o principal ponto de atenção, concentrando 70% das notificações nacionais (57 casos). O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 13 registros. Outros estados como Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e o Distrito Federal também apresentam casos isolados, o que reforça a necessidade de vigilância em todas as regiões.
Os dados atuais mostram uma tendência de queda sustentada. Em comparação, o Brasil fechou 2024 com 2.022 casos e 2025 com 1.047. Especialistas atribuem a redução à conscientização da população e à estratégia de vacinação direcionada.
Vacinação e Grupos Prioritários
A imunização contra a mpox no SUS permanece focada em grupos de maior vulnerabilidade a complicações. Atualmente, o esquema vacinal está disponível para:
Pessoas vivendo com HIV/Aids (com contagem de células CD4 inferior a 200);
Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus (orthopoxvírus).
Como Identificar e Prevenir
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto pele a pele com as lesões cutâneas de uma pessoa infectada. Os sintomas iniciais incluem:
Erupções na pele (que evoluem de manchas para bolhas e crostas);
Febre súbita e dor de cabeça;
Inchaço nos gânglios (ínguas) no pescoço ou virilha;
Dores musculares e exaustão.
O Ministério da Saúde recomenda que, ao surgirem feridas suspeitas, o cidadão procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e evite o contato físico com outras pessoas até o diagnóstico final.






