Escalada no Oriente Médio: Irã pede calma após ofensiva de EUA e Israel Teerã condena ataques, cria centro de crise e Israel confi

O governo do Irã pediu calma à população após os ataques realizados na madrugada deste sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal, o Ministério do Interior iraniano condenou a ofensiva e classificou a ação como violação do direito internacional.
Segundo a nota, foi criado um centro nacional de gerenciamento de crises, com orientações já encaminhadas às províncias e aos órgãos competentes para coordenar as medidas de resposta.

Retaliação iraniana


Autoridades israelenses informaram que o Irã lançou mísseis em direção ao território do país como retaliação. A Força Aérea de Israel afirmou que os projéteis foram detectados e que as equipes atuam para interceptar as ameaças.
O governo destacou que o sistema de defesa não é totalmente impenetrável e reforçou a orientação para que a população siga as instruções do Comando da Frente Interna. Antes mesmo dos lançamentos, alarmes foram acionados em diversas regiões e alertas preventivos enviados aos celulares.

Ofensiva coordenada


O ataque contra o Irã foi confirmado como uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o objetivo é “eliminar ameaças” ao povo americano.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Trump afirmou que tentou negociar repetidamente com o governo iraniano. As tratativas sobre o programa nuclear do país foram encerradas na sexta-feira (27) sem avanço concreto, embora uma nova reunião esteja prevista para a próxima semana.
Na véspera da ofensiva, o presidente norte-americano já havia demonstrado insatisfação com o andamento das negociações e sinalizado que uma decisão importante precisaria ser tomada, ainda que preferisse uma solução pacífica.