Após caso brutal no Pará, Virginia Mendes volta a defender prisão perpétua para crimes contra mulheres
ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA
Primeira-dama se manifesta após tentativa de feminicídio e cobra endurecimento da legislação
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, voltou a cobrar leis mais duras para crimes cometidos contra mulheres e reforçou a defesa da prisão perpétua para autores de feminicídio e tentativa de feminicídio, após o caso brutal registrado em Tomé-Açu.
O episódio envolveu uma mulher espancada pelo companheiro e deixada em estado grave, com lesões severas no rosto. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O suspeito foi preso e o caso é investigado pela Polícia Civil do Pará como tentativa de feminicídio.
Diante da gravidade do crime, Virginia Mendes afirmou que é necessário avançar no debate sobre punições máximas.
“Não podemos aceitar que mulheres sejam brutalmente agredidas e quase mortas e que a resposta penal não seja proporcional à violência praticada. Volto a defender prisão perpétua para quem tenta ou tira a vida de uma mulher”, declarou.
A primeira-dama ressaltou que crimes cometidos com extrema violência não podem ter tratamento brando e que o sistema precisa dar uma resposta firme à sociedade.
“Quando há intenção de matar, quando há crueldade, é preciso que a lei seja clara e rigorosa. A vida de uma mulher não pode ser relativizada. A punição precisa ser exemplar”, afirmou.
Virginia Mendes também reforçou a importância da denúncia e do fortalecimento das políticas públicas de proteção, mas destacou que o endurecimento da legislação é parte essencial para combater a impunidade.
“O acolhimento salva vidas, mas a certeza da punição também protege. Precisamos avançar para garantir que esses crimes tenham consequência definitiva”, concluiu.






