Max Russi critica liberação de animais em circos e prevê derrota de proposta na ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa classificou a mudança no projeto de lei como um retrocesso para as políticas de bem-estar animal em Mato Grosso.
CUIABÁ – O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), posicionou-se firmemente contra a proposta que visa permitir o retorno de animais em espetáculos circenses no estado. Em declaração dada nesta semana, o parlamentar classificou a iniciativa como um "retrocesso" e afirmou que votará contra a medida.
A polêmica ganhou força após o Projeto de Lei nº 1529/2024, originalmente protocolado pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos) para proibir a prática, sofrer uma reviravolta. Um substitutivo integral apresentado pelo deputado Gilberto Cattani (PL) inverteu o objetivo do texto, passando a autorizar a presença de animais sob o argumento de preservação da cultura circense e fiscalização de maus-tratos.
"Não é o momento de retroceder"
Para Max Russi, Mato Grosso não deve caminhar na contramão das legislações modernas de proteção animal. "Mato Grosso avançou muito nessa pauta. Fui o autor da primeira câmara setorial para discutir o bem-estar animal nesta Casa e não vejo sentido em voltarmos atrás agora", afirmou o presidente.
Russi também sinalizou que, embora o texto tenha passado em primeira votação, o cenário para a votação definitiva deve ser diferente. Segundo ele, o sentimento da maioria dos parlamentares é de preservação das conquistas ambientais e de proteção à fauna.
O Debate na Casa
A proposta de liberação tem gerado forte reação de entidades de proteção animal. Ativistas alertam que, caso aprovada, a lei tornaria Mato Grosso um "ponto fora da curva" no cenário nacional, onde a tendência majoritária é a proibição total devido ao histórico de estresse e confinamento de animais selvagens e domésticos em turnês.
Por outro lado, defensores da liberação argumentam que o setor circense pode ser rigorosamente fiscalizado e que a proibição retira postos de trabalho e tradições de famílias que dependem do entretenimento com animais adestrados.
Próximos Passos
O projeto deve retornar ao plenário para segunda votação nas próximas semanas. O autor original da proposta, Diego Guimarães, já sinalizou que tentará reverter o texto para o formato proibitivo, buscando o apoio de Max Russi e da bancada ligada à causa animal para derrubar o substitutivo de Cattani.








