ALMT debate emendas para eventos e propõe política cultural estruturada em MT

Max Russi defende revisão dos recursos, mas condiciona mudanças à criação de programa estadual para cultura e turismo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), defendeu a revisão e até a possível extinção das emendas parlamentares destinadas a shows e eventos, desde que o Governo do Estado implemente uma política pública estruturada para fortalecer a cultura e o turismo.

A declaração ocorre em meio à proposta do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que prevê limitar em 5% o teto das emendas voltadas a festividades.
Russi ponderou que eventos tradicionais não podem ser tratados apenas como despesa.
Ele citou exemplos como o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, o Festival Internacional de Pesca de Cáceres e a Cavalhada de Poconé, destacando o impacto econômico dessas iniciativas em municípios com menor atividade industrial.

Segundo o parlamentar, o debate precisa avançar além do corte de recursos e considerar o papel estratégico da cultura e do turismo no desenvolvimento regional, com potencial de geração de emprego, renda e fortalecimento da identidade local.

Como alternativa, Russi propõe a criação de um programa estadual com recursos previstos no orçamento, critérios técnicos e apoio direto a artistas, produtores e projetos culturais. Para ele, esse modelo reduziria a dependência das emendas parlamentares no setor.

Apesar de sinalizar abertura para mudanças, o presidente da ALMT afirmou que o tema ainda será amplamente discutido no Legislativo, com a participação de representantes da cultura, assim que a proposta for oficialmente encaminhada.
Ele também ressaltou a necessidade de diferenciar investimentos estratégicos de gastos pontuais, defendendo a manutenção do apoio a iniciativas que contribuam para o desenvolvimento econômico e cultural de Mato Grosso.