Wellington lidera disputa pelo Governo de MT; Pivetta cresce e domina cenário espontâneo

A corrida pelo comando do Governo de Mato Grosso em 2026 já movimenta os bastidores políticos e começa a desenhar um cenário de polarização entre dois grupos com forte influência no estado. De um lado, o senador Wellington Fagundes aparece consolidado na liderança das pesquisas estimuladas. Do outro, o vice-governador Otaviano Pivetta demonstra força crescente na lembrança espontânea do eleitorado.
Levantamentos realizados entre março e maio deste ano mostram Wellington Fagundes variando entre 34% e 42% das intenções de voto nos cenários estimulados, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. O desempenho reforça o peso político do PL em Mato Grosso e a influência do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.
Já Otaviano Pivetta, aliado direto do governador Mauro Mendes, aparece como o nome mais lembrado na modalidade espontânea, alcançando 35,4%. O dado é considerado estratégico por aliados, já que mede a presença do candidato na memória do eleitor sem apresentação prévia de nomes. Nos cenários estimulados, Pivetta oscila entre 15% e 24%, mantendo-se como principal concorrente na disputa.
O cenário também inclui lideranças tradicionais da política mato-grossense. O senador Jayme Campos registra índices entre 9% e 17%, enquanto o ministro da Agricultura Carlos Fávaro aparece na faixa dos 12%. Já o ex-prefeito de Rondonópolis José Carlos do Pátio pontua próximo de 8% nas sondagens mais recentes.
Nos bastidores, analistas avaliam que a disputa deve ser definida pela capacidade de articulação política, pelo apoio do setor produtivo e pelo peso da máquina pública estadual. O grupo governista aposta na continuidade da gestão Mauro Mendes, enquanto a oposição trabalha para consolidar um discurso de mudança e ampliar alianças regionais.
Com mais de um ano até o período oficial de campanha, a tendência é de intensificação das movimentações partidárias, construção de palanques e aproximação com prefeitos e lideranças do interior — peças consideradas decisivas para a sucessão no Palácio Paiaguás.