Câmara de Várzea Grande vira palco de bate-boca entre Gisa Barros e Rosy Prado; caso pode parar na Comissão de Ética

VÁRZEA GRANDE, MT – A sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande foi marcada por um forte embate entre as vereadoras Gisa Barros e Rosy Prado, expondo o clima de tensão e o racha político que atravessa o Legislativo municipal.

Durante pronunciamento na tribuna, Gisa Barros reagiu a supostas declarações atribuídas à colega Rosy Prado nos bastidores da Câmara. Segundo Gisa, Rosy teria chamado a “Chapa 1” — grupo político ao qual ela pertence — de “quadrilha”.

A parlamentar afirmou possuir provas das declarações, incluindo capturas de tela de mensagens, e anunciou que irá protocolar uma representação formal contra Rosy Prado na Comissão de Ética por quebra de decoro parlamentar.

“Tenho prints e vou levar isso adiante. O parlamento precisa ser respeitado”, afirmou Gisa durante a sessão.

A resposta de Rosy Prado veio em tom igualmente duro. Sem recuar das críticas, a vereadora relembrou episódios polêmicos envolvendo Gisa Barros, incluindo acusações anteriores de racismo enfrentadas pela colega.

“Você foi acusada de racismo, quase perdeu o mandato e agora quer posar de paladina da moral. Você não tem moral nenhuma para falar de mim”, disparou Rosy.

Ainda durante o pronunciamento, Rosy chamou Gisa de “falsa moralista” e afirmou que a postura adotada pela vereadora na tribuna seria diferente do comportamento nos bastidores da Câmara. Ela também acusou a colega de agir contra as próprias mulheres do Legislativo, apesar de defender publicamente pautas femininas.

“Antes de falar de mim, olha no espelho. Estou cansada desse show. Se quiser entrar na Comissão de Ética, entre. Pode entrar em qualquer lugar. Mas primeiro tenha moral para falar dos outros”, declarou.

Após o pronunciamento de Rosy Prado, Gisa Barros voltou a afirmar que levará o caso à Corregedoria e à Comissão de Ética da Câmara, alegando ter sido desrespeitada durante a sessão.

Agora, o caso deve seguir os trâmites regimentais do Legislativo municipal. Para que a investigação avance, a denúncia com os prints mencionados deverá ser protocolada na Mesa Diretora e passar por análise de admissibilidade. Caso seja aceita, a Comissão de Ética poderá instaurar procedimento formal para ouvir as duas parlamentares, analisar provas e colher depoimentos.

O regimento interno da Câmara prevê punições que podem variar de advertência verbal até, em casos mais graves, a perda do mandato parlamentar.