Mauro Mendes assume comando da União Progressista em MT e federação se consolida como eixo central da disputa de 2026

Diretório estadual reúne nomes de peso da política mato-grossense e passa a concentrar decisões sobre alianças, candidaturas ao Senado, Assembleia, Câmara Federal e Governo do Estado

A Federação União Progressista oficializou nesta quarta-feira (27) a composição do diretório executivo estadual em Mato Grosso, consolidando um novo núcleo de poder político no estado e dando início formal às articulações para as eleições de 2026.

A nova federação nasceu da fusão entre o União Brasil e o Progressistas, homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2025, formando uma das maiores forças partidárias do país em estrutura, bancada parlamentar, fundo eleitoral e tempo de televisão.

Em Mato Grosso, o ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal, Mauro Mendes, foi confirmado como presidente do diretório estadual da sigla. Nos bastidores, Mauro é apontado como uma das principais lideranças do campo da direita no estado e peça central na construção das alianças para o próximo pleito.

A vice-presidência ficará sob responsabilidade do ex-senador Cidinho Santos, considerado um dos principais articuladores políticos de Mato Grosso.

O núcleo de comando da federação também reúne nomes influentes da política estadual, como os senadores Jayme Campos e Margareth Buzetti, o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues.

Na suplência aparecem a ex-primeira-dama Virginia Mendes, o deputado estadual Júlio Campos, o presidente da MT Par, Wener Santos, além do empresário Eusébio Diniz.

Com a formalização do diretório, a executiva estadual passa a concentrar as decisões estratégicas da federação em Mato Grosso, incluindo a definição de candidaturas à Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado e Governo do Estado, além das negociações políticas e alianças partidárias.

A composição ocorre em meio à intensificação das articulações para a sucessão estadual de 2026. Entre os nomes já posicionados no cenário político aparecem o governador Otaviano Pivetta, apontado como possível sucessor apoiado por Mauro Mendes; o senador Wellington Fagundes, do PL; e o próprio Jayme Campos, que também é citado entre os possíveis postulantes ao Palácio Paiaguás.

A presença simultânea dessas lideranças dentro do mesmo campo político transforma a União Progressista em peça estratégica da engenharia eleitoral para 2026. A federação deverá exercer influência direta nas discussões envolvendo partidos como Partido Liberal, Movimento Democrático Brasileiro e Republicanos, especialmente diante da disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo no próximo pleito.

Além do peso político das lideranças, a federação nasce com ampla presença nos municípios mato-grossenses e forte capacidade de investimento eleitoral, fatores que ampliam sua influência no cenário político estadual.

Mais do que uma reorganização partidária, a oficialização do diretório estadual marca o início efetivo da corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso e consolida a União Progressista como uma das forças mais relevantes na definição do futuro político do estado