CFM veta uso de PMMA em procedimentos após registros de complicações graves
Decisão proíbe a utilização da substância em todo o país e reforça alerta sobre riscos associados ao preenchedor definitivo
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em todo o Brasil. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (29) e ocorre em meio a uma série de casos envolvendo complicações graves relacionadas à aplicação da substância, utilizada como preenchedor definitivo.
O PMMA é um material sintético que permanece no organismo de forma permanente, diferentemente de substâncias absorvíveis, como o ácido hialurônico. Embora tenha indicação para situações médicas específicas, como correções de deformidades e procedimentos reconstrutivos, seu uso em procedimentos estéticos sempre gerou preocupação entre especialistas.
A decisão do CFM ganhou repercussão após a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, que passou por um procedimento estético em São Paulo envolvendo a aplicação da substância nos glúteos.
Segundo informações registradas pela polícia, Roseli viajou de Mato Grosso do Sul para a capital paulista para realizar o procedimento. Após deixar a clínica, relatou dores na região tratada e, posteriormente, sofreu complicações que resultaram em sua morte.
A médica responsável pelo procedimento informou às autoridades que aplicou 120 ml de PMMA em cada glúteo, além de 30 ml na parte posterior das coxas. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do caso.
Embora o PMMA possuísse autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para usos médicos específicos, sua aplicação exigia critérios rigorosos, avaliação clínica detalhada e acompanhamento especializado.
Com a nova determinação, o Conselho Federal de Medicina reforça o entendimento de que os riscos associados ao produto superam os benefícios em procedimentos dessa natureza, ampliando a proteção à segurança dos pacientes.Esse título também funciona muito bem: "CFM bane uso de PMMA no Brasil após casos de complicações e morte de paciente".






