ILDE TAQUES MANTÉM CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA APÓS CRISE POLÍTICA ENVOLVENDO FAMÍLIA CALIL
Vereador reforça projeto para comandar Mesa Diretora e vê disputa aberta após impactos da Operação Gemini
CUIABÁ – O vereador Ilde Taques (Podemos) garantiu que sua pré-candidatura à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028 segue mantida e sem qualquer alteração, mesmo diante das recentes turbulências políticas provocadas pela Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal.
A investigação, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), atingiu diretamente o deputado estadual Faissal Calil (PL), apontado como um dos alvos da operação. O episódio acabou gerando reflexos no ambiente político da Capital e atingindo, de forma indireta, a presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), irmã do parlamentar.
Nos bastidores, a avaliação é de que o desgaste enfrentado pela família Calil pode alterar o equilíbrio de forças na disputa pela Mesa Diretora, considerada uma das mais concorridas dos últimos anos.
Articulações continuam
Longe de recuar, Ilde Taques tem intensificado conversas e articulações com colegas vereadores para consolidar sua candidatura. O parlamentar também mantém a defesa de que a eleição da Mesa seja realizada dentro do calendário tradicional da Casa, previsto para agosto, posicionando-se contra qualquer tentativa de adiamento do pleito.
A postura firme do vereador tem provocado embates no plenário. Recentemente, Taques protagonizou uma discussão acalorada com o vereador Demilson Nogueira (PP), vice-líder do prefeito Abilio Brunini (PL), após críticas relacionadas às movimentações antecipadas em busca de apoio para a eleição interna.
Solidariedade acima das divergências
Apesar do ambiente de disputa, a política também abriu espaço para um gesto de respeito institucional. Em uma das últimas sessões, Ilde Taques e o vereador Dilemário Alencar (União Brasil), que também busca viabilizar sua candidatura à presidência da Câmara, manifestaram solidariedade a Faissal Calil.
Ambos defenderam o direito à ampla defesa e afirmaram acreditar que os fatos investigados devem ser esclarecidos dentro do devido processo legal, sem julgamentos antecipados.
Disputa segue aberta
Com a movimentação dos grupos políticos, a corrida pela presidência do Palácio Paschoal Moreira Cabral permanece dividida em três principais frentes:
Grupo independente/oposição: liderado por Ilde Taques (Podemos);
Grupo alternativo: encabeçado por Dilemário Alencar (União Brasil);
Grupo governista: alinhado ao prefeito Abilio Brunini (PL) e que trabalha para manter a influência do atual grupo político ligado à presidente Paula Calil.
O cenário ainda está longe de uma definição. Com a disputa aberta e a necessidade de conquistar maioria entre os 27 vereadores, as articulações prometem ganhar intensidade nos próximos meses, transformando os bastidores da Câmara de Cuiabá em um dos principais palcos da política municipal até a eleição da nova Mesa Diretora.






