Convenções do União Brasil são aguardadas e devem definir rumo da sucessão em Mato Grosso
Após impasse entre Jayme Campos e Otaviano Pivetta, cenário permanece indefinido e decisão ficará nas mãos do partido.
A falta de acordo entre o senador Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) transferiu para o União Brasil a responsabilidade de definir os rumos da sucessão estadual. Com as negociações encerradas sem consenso, o meio político agora volta as atenções para a convenção da legenda, considerada decisiva para o futuro da disputa pelo Palácio Paiaguás.
Nos bastidores, lideranças políticas admitem que dificilmente haverá uma nova rodada de negociações antes da convenção. A expectativa é que o União Brasil oficialize sua posição, definindo se lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou se apoiará o projeto político encabeçado por Otaviano Pivetta, que conta com o respaldo do governador Mauro Mendes.
Jayme Campos mantém o discurso de que sua pré-candidatura continua firme e que a decisão deve partir da vontade dos filiados e dirigentes do partido. Já aliados de Pivetta defendem a construção de uma candidatura unificada da base governista para evitar divisão do grupo nas eleições de outubro.
O desfecho também é aguardado por outras siglas, que avaliam possíveis alianças e composições para a disputa majoritária. Enquanto o União Brasil não define seu posicionamento, pré-candidatos ao Senado, deputados federais e estaduais evitam anunciar apoios, aguardando a formação oficial dos palanques.
A convenção do União Brasil é vista como um dos momentos mais importantes do calendário político de Mato Grosso neste mês. A decisão deverá influenciar diretamente o desenho da corrida eleitoral e poderá redefinir as estratégias das demais forças políticas que disputam o comando do Estado em 2026.






