Decisão do STF coloca Flávio Bolsonaro no centro do debate político durante pré-campanha presidencial
Medida do ministro Alexandre de Moraes impede visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias; PL mantém convenção para oficializar candidatura.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, voltou ao centro das discussões políticas após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o impede de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos próximos 90 dias.
A decisão foi motivada pela divulgação, nas redes sociais de Flávio, de uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Para o ministro, a publicação representou descumprimento das medidas restritivas impostas ao ex-presidente, o que levou à ampliação das restrições ao senador.
Com a determinação, Flávio ficará impedido de manter contato presencial com o pai durante praticamente toda a campanha do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. Em manifestação pública, o senador classificou a decisão como desproporcional e informou que sua defesa irá recorrer.
PL mantém calendário eleitoral
Apesar do episódio envolvendo o STF, o Partido Liberal confirmou que segue com o planejamento para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A convenção nacional da legenda está prevista para a segunda quinzena de julho, em São Paulo, quando também deverão ser definidos os demais nomes que disputarão cargos majoritários pela sigla.
PT resgata declarações de Sergio Moro
Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a repercutir declarações do senador Sergio Moro (União Brasil) publicadas em um livro lançado em 2021. Na obra, o ex-juiz faz críticas ao governo Jair Bolsonaro e menciona suspeitas de interferência relacionadas ao caso das chamadas "rachadinhas".
A retomada do tema ocorre em meio ao aumento da polarização política e à intensificação da disputa eleitoral de 2026, com adversários buscando explorar episódios que possam influenciar o debate público durante a pré-campanha presidencial.
O cenário reforça a tendência de judicialização e de embates políticos que devem marcar a corrida ao Palácio do Planalto nos próximos meses, colocando decisões do Judiciário e estratégias de comunicação dos candidatos no centro das atenções.






