PSD de Mato Grosso confirma palanque para Lula e Fávaro nega infidelidade partidária

Mesmo com Ronaldo Caiado como candidato do PSD à Presidência, senador afirma que diretório estadual seguirá orientação de apoiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso.

O presidente estadual do PSD em Mato Grosso e pré-candidato à reeleição ao Senado, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (20) que o partido no Estado integrará a aliança da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e apoiará a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

A declaração ocorre em um momento em que o PSD possui candidatura própria à Presidência da República, representada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Apesar da aparente divergência, Fávaro sustenta que a decisão do diretório mato-grossense está em consonância com a orientação nacional da legenda.

Segundo o senador, não há qualquer infidelidade partidária, já que o PSD permite que seus diretórios estaduais definam os palanques presidenciais de acordo com a realidade política de cada Estado. Fávaro citou declarações do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que já havia afirmado publicamente que o partido conviveria com apoios distintos nas disputas estaduais, mesmo mantendo um candidato próprio ao Palácio do Planalto.

A estratégia faz parte do modelo adotado pelo PSD, que historicamente concede autonomia aos diretórios estaduais para compor alianças regionais. Na prática, a legenda poderá ter palanques diferentes em diversas unidades da Federação, apoiando tanto Ronaldo Caiado quanto outros candidatos à Presidência, conforme as articulações locais.

Em Mato Grosso, o posicionamento de Fávaro reforça sua proximidade com o governo federal e consolida a construção de uma frente política ao lado dos partidos da base de Lula. A formalização da aliança deverá ocorrer durante as convenções partidárias que oficializarão as coligações e candidaturas para as eleições de 2026.

A definição também evidencia o cenário de pluralidade interna do PSD, que busca manter sua competitividade nacional conciliando uma candidatura própria à Presidência com a autonomia dos diretórios estaduais para estabelecer alianças consideradas estratégicas em cada região.