Ferrovia Estadual ganha novo fôlego com possível saída da Cosan da Rumo

A possibilidade de a Cosan vender sua participação na Rumo Logística voltou a movimentar o debate sobre o futuro da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, considerada uma das principais obras estruturantes para o escoamento da produção agrícola do Estado.

A Cosan, que controla a Rumo por meio de participação acionária, estuda alternativas para reduzir seu endividamento e pode negociar parte ou a totalidade de sua fatia na companhia. A movimentação desperta atenção do mercado, já que a Rumo é responsável pela construção da ferrovia estadual, empreendimento privado que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com aproximadamente 730 quilômetros de extensão.

Apesar das especulações envolvendo a composição acionária da empresa, especialistas avaliam que o projeto da ferrovia permanece atrativo devido ao forte potencial econômico de Mato Grosso. A expectativa é de que novos investidores, caso entrem no negócio, mantenham os investimentos previstos, uma vez que a demanda por transporte ferroviário continua crescendo com o avanço da produção de soja, milho, algodão e proteína animal.

A Ferrovia Estadual é apontada como estratégica para reduzir os custos logísticos do agronegócio mato-grossense. Atualmente, grande parte da safra é transportada por rodovias até os portos, elevando despesas com frete e aumentando o desgaste da infraestrutura viária.

Quando concluída, a ferrovia deverá integrar importantes polos produtores do médio-norte do Estado à malha ferroviária nacional, reduzindo o tempo de transporte, ampliando a competitividade das exportações e estimulando novos investimentos industriais ao longo do traçado.

O Governo de Mato Grosso acompanha o cenário e mantém a expectativa de continuidade do cronograma das obras, independentemente de eventuais mudanças na estrutura societária da concessionária. A avaliação é que o empreendimento possui viabilidade econômica suficiente para atrair investidores interessados em um dos maiores corredores logísticos do agronegócio brasileiro.