Amigos, pero no mucho: México e China impõem barreiras e atingem exportações brasileiras
Protecionismo cresce entre parceiros comerciais e coloca setores estratégicos do Brasil em alerta
O Brasil enfrenta um novo desafio no comércio exterior. Dois de seus importantes parceiros econômicos, México e China, adotaram medidas que aumentam os custos para produtos brasileiros, evidenciando que, nas relações internacionais, interesses econômicos costumam falar mais alto do que a amizade diplomática.
O governo mexicano ampliou as tarifas de importação para cerca de 1.400 produtos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o México, entre eles o Brasil. As alíquotas variam de 5% a 50% e atingem segmentos como calçados, têxteis, aço, autopeças, brinquedos e outros produtos manufaturados. A justificativa é proteger a indústria nacional e preservar empregos.
Já a China, principal destino das exportações brasileiras, endureceu as regras para a importação de carne bovina. O país asiático passou a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes que ultrapassarem a cota anual de importação, buscando proteger seus produtores locais diante do aumento da oferta internacional.
As decisões acendem um alerta para exportadores brasileiros, especialmente dos setores industrial e agropecuário. Especialistas avaliam que o movimento reflete uma tendência global de maior protecionismo, impulsionada por disputas geopolíticas e pela busca de fortalecimento das economias domésticas.
Embora mantenham relações diplomáticas e comerciais relevantes com o Brasil, México e China demonstram que, quando o assunto é defender seus mercados internos, prevalece o interesse nacional. O episódio reforça a máxima: "amigos, pero no mucho".






